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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Semana Graciliânica

A Academia Palmeirense de Letras, Ciências e Artes - APALCA, de Palmeira dos Índios/AL convida todos os palmeirenses e circunvizinhos a participarem da programação em homenagem ao escritor Graciliano Ramos, a realizar-se no próximo dia 27/10 na Sede da Apalca, a partir das 14h. A Roda de Leitura Graciliânica e o Documentário sobre Graciliano Ramos são apenas algumas das atrações.
Endereço: rua Major Cícero de Góis Monteiro, 79, Centro da referida Cidade.
Disponível em: http://apalca.com.br/

domingo, 16 de outubro de 2016

Fichamento: Curso de Introdução à Economia Política, de Paul Singer

SINGER, Paul. Curso de Introdução à Economia política. 17 ed. RJ: Forense Universitária, 2004. 

O CAPITAL E O CAPITALISMO EM PERSPECTIVA HISTÓRICA
  • “O capital é, na verdade, muito mais antigo que o capitalismo na história da humanidade”. (p. 132)
  • “Até determinado momento, os produtores mesmos se davam ao trabalho de levar seus produtos ao mercado e aí realizar as transações de compra e venda necessárias ao prosseguimento de sua atividade produtiva”. Idem
  • “O que fez do comerciante um capitalista é exatamente o fato de que, embora não seja um produtor direto, ele participa do produto”. Idem
  • “Restaria então o comerciante puro, unicamente engajado em comprar e vender. Seu ganho resulta, nesse caso, da diferença entre o preço pelo qual compra as mercadorias e o preço pelo qual as vende. A relação entre o lucro é unitário e o preço de venda constitui a margem de lucro. O lucro total resulta: da margem de lucro; do valor das transações e do número de transações”. (p. 132/133)
  • “Para o marginalismo, o capital é representado pelo conjunto de recursos materiais ou mentais que permitem ao homem elevar sua produtividade”. (p. 133)
  • Para os marginalistas não interessa quem se apropria do capital: o produtor ou outra pessoa qualquer.
  • “Mas, para os marxistas este é o problema crucial, pois o capital não é constituído ‘por coisas’, mas por uma relação social” (p. 134)
  • A penetração do capital no processo produtivo pode ser representada pelo salário.
  • “Na altura em que surge o capital comercial como um elemento expressivo no quadro econômico, as trocas mercantis já atingem necessariamente grande amplidão (...) o que significa que elas são também necessariamente monetárias”. Idem
  • “A existência da moeda dá lugar a uma outra espécie de capital de circulação: é o capital financeiro, que surge primeiro sob a forma de capital usuário”. (p. 135)
  • “Os juros são proporcionais ao montante emprestado e ao tempo que durar o empréstimo. Os ganhos do usuário dependem, portanto de 3 elementos: taxa de juros; do valor do capital usuário e do tempo que durar o empréstimo” (p. 135/136)
  • “O lucro do capital usuário em cada rotação, isto é, em cada operação de crédito, é tanto maior quanto mais tempo ela levar”. (p. 136) 
  • “O capitalismo só surge como modo de produção no século XVI, na Europa, sob a forma de manufatura”. (p. 137)
  • “A Revolução Industrial inaugurou, a partir do último quartel do século XVIII, uma nova fase na história do capitalismo: a máquina”. (p. 138)
  • “As novas técnicas de produção são tão superiores em relação às antigas, que o pequeno empreendedor acaba sendo totalmente expulso de um ramo após outro”. Idem
  • “Para que o capitalismo se apoderasse de todos os ramos de produção, foi necessário o triunfo político do Liberalismo para que a máquina, sob a forma de capital industrial, pudesse penetrar em todas as esferas da vida produtiva, revolucionando a técnica, arregimentando os produtores e expandindo de modo notável a escala de produção”. (p. 139)
  • “A produção de novas técnicas, que inicialmente era o resultado natural do trabalho do artesão ou então constituía atividade especializada do inventor individual, passou a constituir a atividade de grandes equipes de especialistas diretamente sob o comando do grande capital”. (p. 140)
  • “Uma das características do capitalismo monopolista é de que, nos mercados oligopólicos, os ganhos de produtividade não acarretam, em geral, queda dos preços dos produtos, como costuma ocorrer em mercados concorrenciais”. (p. 141)
  • “Argumenta-se que, como resultados dos avanços técnicos, deu-se uma segunda revolução industrial, da qual surgiu um capitalismo pós-industrial. O ponto de ruptura entre o antigo capitalismo industrial e novo capitalismo pós-industrial teria sido a invenção do computador e do servomecanismo”. Idem
  • Servomecanismo é uma espécie de minicomputador, que é adaptado a diversas máquinas e as controla.
  • “Ao homem sobrou a tarefa de vigiar e supervisionar a máquina. Aparentemente ele perdeu esta função para o servomecanismo”. (p. 142)
  • “A aplicação prática da automação é ainda incipiente[1] em países capitalistas, mesmo nos países adiantados, porque os que dominam o processo produtivo têm de fato muito menos entusiasmo pela automação do que professam em público”. (p. 143/144)
  • O alto grau da automação ameaça a produção de mais-valia, já que afasta do processo produtivo o trabalho vivo.
  • “Nos países capitalistas mais adiantados, o trabalho científico que levou ao desenvolvimento dos computadores e da maioria dos processos automáticos, foi e é financiado, em geral, por recursos públicos tendo por objetivo a invenção de armamentos”. (p. 144)
  • “O capitalismo está esgotado em seu papel histórico: tendo surgido como um modo de produção que revolucionou a técnica de modo contínuo e sistemático, ele elevou os níveis de produtividade do trabalho humano a níveis nunca antes sonhados”. (p. 145).
JaloNunes.
Copiada de: www.rsraridades.com.br


[1] Elementar, simples, rudimentar...

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Caravan Maschera Teatro (apresentação em Palmeira dos Índios/AL)

A Dupla (ator e atriz) que compõe o Teatro "Caravan Maschera" vem circulando o Brasil, fazendo a belíssima apresentação intitulada "Circulação. Vidas Secas: da Zona Rural de Atibaia (SP) para o Sertão de Graciliano Ramos"; e para a alegria e contemplação dos alagoanos, esteve em cidades como Maceió e Palmeira dos Índios, a cidade acolhida por Graciliano Ramos (1892-1953), palco principal de um dos seus mais famosos romances: Caetés, além de ser o lugar no qual o escritor também foi Prefeito, entre 1928 e 1930.
Segundo os atores, trata-se de uma releitura da obra de Graciliano Ramos na forma de imagens, sensações e situações quase sem o uso de texto. A música e a plasticidade dos bonecos determinam toda a atmosfera muda do espetáculo.
Diz ainda, no material de divulgação, que: a adaptação de Vidas Secas pela Cia Caravan Maschera retrata, de maneira direta, concisa e, às vezes, bruta e sem qualquer floreio (em alusão à própria seca, a qual essas características podem ser creditadas), a saga de uma família de retirantes, atingida pela seca, que vaga pelo sertão brasileiro em busca de melhores condições de vida por meio de uma poesia do olhar. Graças à uma narrativa construída predominantemente de imagens e de bonecos que incorporam a aspereza e a angústia da seca, a palavra pôde ser restrita a sons guturais ditas pelos personagens. O texto de Graciliano Ramos contribui para o espetáculo na condição de literatura crua enunciada em escritos projetados e em voz gravada.
Para o deleite dos moradores de Palmeira dos Índios/AL, duas apresentações foram realizadas: uma na Aldeia Mata da Cafurna e outra no SESC-LER da cidade acima citada.
Nossos agradecimentos aos atores pela predisposição, pela coragem de cruzar o Brasil, desde o Sudeste rumando para o Nordeste e deixando um pouco mais de cultura, de arte, por onde passavam e davam movimentos e vozes aos bonecos, criando um cenário único e inédito para centenas de moradores nas mais diversas cidades e localidades (fosse capital de Estado ou interior).
Gostaríamos de enfatizar, ainda, sobre a magia que é revelada no encontro de uma pessoa com tão sublime arte, o teatro; para muitos - como dissemos antes - tratou-se de uma experiência única e especial... Foi comum ouvir a frase: - mas será que aqueles teatros que o povo fala na televisão é tudo assim?