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sábado, 5 de novembro de 2016

Fichamento: A ideia de Cultura, de Terry Eagleton

EAGLETON, Terry. A ideia de Cultura. – São Paulo: Editora UNESP, 2005.
  • Cultura: seu significado antropológico abrange tudo, desde estilos de penteado e hábitos de bebida até como dirigir a palavra ao primo em segundo grau de seu marido; em contraposição, poder-se-ia considerar o significado estético nebuloso demais, e o antropológico limitado demais (p. 51).
  • Segundo o autor, estamos entre uma noção de cultura debilitantemente ampla e outra desconfortavelmente rígida (p. 51).
  • Apesar do alcance aparentemente ilimitado da definição antropológica, algumas coisas são consideradas mundanas para serem culturais, ao passo que outras são demasiado específicas (p. 52).
  • E se cultura significa tudo que é humanamente construído ao invés de naturalmente dado, então isso deveria logicamente incluir a indústria assim como a mídia, formas de fazer patos de borracha, assim como maneiras de fazer amor ou de se divertir (idem).
  • Clifford Geerts vê a cultura como as redes de significação nas quais está suspensa a humanidade; Raymond Williams como o sistema significante, através do qual uma ordem social é comunicada, reproduzida, experienciada e explorada (idem).
  • Williams também faz uma distinção entre significação e necessidade. Todos os sistemas sociais envolvem significação, mas nem todos eles são sistemas significantes; é questão do útil e do inútil (p. 54).
  • A cultura pode ser resumida como o complexo de valores, costumes, crenças e práticas que constituem o modo de vida de um grupo específico; a cultura é então, simplesmente tudo que não é geneticamente transmissível (p. 54/55).
  • De outro ponto de vista, a cultura é o conhecimento implícito do mundo pelo qual as pessoas negociam maneiras apropriadas de agir em contextos específicos (p. 55).
  • Williams conclui em quatro os significados de cultura: uma disposição mental individual; o estado de desenvolvimento intelectual de toda uma sociedade; as artes e o modo de vida de um grupo de pessoas (p. 56).
  • Em certo sentido, a expressão “instituição cultural” é uma tautologia, pois não existem instituições não culturais (p. 57).
  • Para o autor a teoria da cultura é: um estudo das relações entre elementos de um modo de vida total (idem).
  • Pessoas que pertencem ao mesmo lugar, profissão ou geração nem por isso constituem uma cultura; elas o fazem somente quando começam a compartilhar modos de falar, saber comum, modos de proceder, sistemas de valor, uma auto-imagem coletiva (p. 59).
  • Hoje em dia o termo cultura a tornou superespecializada, refletindo obedientemente a fragmentação da vida moderna (idem). Agora ela significa a afirmação de uma identidade específica – nacional, sexual, étnica, regional – em vez de transcendência desta (p. 60).
  • O pós-modernismo opta pela cultura como conflito em vez de como reconciliação imaginária; acentuado a fragmentação a impossibilidade de transcender à totalidade (p. 61). Neste sentido, as culturas são frequentemente universais concretos, versões localizadas do próprio universalismo que os pós-modernistas denunciam (p. 66).
  • Cultura é mais amplo, universal; cultura é mais restrito, local (interpretação minha).

JaloNunes.
Copiado de: editoraunesp.com.br