PESQUISE NESTE BLOG

Carregando...

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Crônica: O finito poder das Mãos

Nossas Mãos são partes essenciais do nosso corpo. Com elas somos capazes de fazer coisas incríveis, inclusive pôr em prática a escrita, esta capacidade somente humana. Porém, quem não possui as mãos, ou uma delas, por causa de complicações genéticas, patologias ou acidentes adversos, certamente tem um outro sentido mais aguçado, para compensar a eventual "deficiência"! "Acontece assim" com outros seres vivos, os irracionais, plantas de "caule" frágil possuem espinhos, que a protegem; plantas de folhas chamativas devem ter pouca beleza nas flores; as rosas, por exemplo, não são perfeitas, pois para além de produzir flores incríveis e perfumadas, possuem espinhos perigosos e cortantes...
Nossas Mãos são membros multifuncionais, de utilidades diversas e "infinitas", além de práticas, e que podem se adequar a quase todas as situações ou necessidades.
Elas podem fazer atividades que agradem a “Gregos e Troianos”, isto é, podem exercer ações que tragam benefícios para a sociedade e deste jeito possamos nos promover socialmente, assim como podem executar atividades que distorçam e desrespeitem as convenções sociais e, deste modo, sejamos punidos!
Nossas Mãos “trafegam” nos dois extremos da realidade, quer dizer, elas trilham pelas dimensões do bem e do mal, do certo e do errado, do convencional e do instintivo, enfim elas são capazes de nos tornar mais próximos do meio que nos cerca e de nós tanto exige... A natureza tem desenvolvido mecanismos para se proteger das diversas ameaças, desde aquelas efetuadas por humanos, como as de origem catastrófica!
Essas Mãos podem ceifar a liberdade de um animal irracional, mais precisamente de um pássaro, capturando-o através de instrumentos e colocando-o numa verdadeira prisão, mas também, noutra perspectiva, num gesto de pura justiça e autocorreção, podem libertar este pássaro e, nós - seres racionais - nos contentarmos, levando as mãos ao nosso peito, ao ouvi-lo cantar no primeiro galho que pousar, expressando sua alegria em reconquistar o que lhe é de direito!
Mas, as nossas mãos, apesar de ativas e práticas, são subordinadas a uma outra parte do nosso ser, que não executa, diretamente, atividades materiais, ou seja, palpáveis, mas necessariamente, atua como um “Software” de comando: nossa mente, nossa razão, aquilo que rege o que somos e nos alerta para buscarmos sempre a moderação e a perfeição[i].


[i]Republicado de: “Diário Masculino” <http://malidiario.blogspot.com.br/2014/01/as-minhas-maos.html>