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quinta-feira, 10 de março de 2016

Poetize 2016 - Concurso Nacional Novos Poetas: uns Poetas Alagoanos



A 17a edição do Prêmio Poetize (2016) foi publicada em grande estilo, através de uma belíssima Antologia Poética com cerca de 270 páginas de muita poesia, soneto, enfim, arte literária. Na postagem anterior nós mostramos as 10 Primeiras Poesias Classificadas; agora trazemos as poesias escritas por poetas alagoanos, conterrâneos do Blog1
***

Presente de Natal

Jalon Nunes de Farias (Palmeira dos Índios/AL)
Este Fim de Ano
Eu quero sim um presente de Natal.
Mas ele será diferente daquele de anos atrás
E isso envolve o Papai Noel.


Eu quero muito!
Que ele não acerte o caminho da minha casa
Que no percurso, muitos atalhos apareçam,
Mas que nenhum leve até o meu lar.
Mas se o Papai Noel for esperto
E chegar até o portão de minha casa
Que dois cães raivosos o esperem
E o enxotem a mordidas letais.


Mas se ele for perspicaz
E conseguir driblar os cães
Que a chaminé esteja entupida
Ou a lareira em brasas.
Enfim, que tudo o impeça
De chegar até mim e oferecer seu presente
Que o dê a outro, menos inquieto
Menos atento, a um alienado qualquer.


É que eu não suporto mais
Receber as ilusões doadas por ele
Promessas de melhores dias
Profecias de bons tempos.


Ilusões de um Natal de Paz
De um Ano Novo fraterno
De solidariedade entre os povos
De harmonia entre as raças.
Que ele desista de mim este ano
De oferecer-me seus presentes irreais
Porque este ano
Ele será apenas Noel, não Papai.
***


A excelentíssima palavra (Ação?)

Arnaldo Santtos (Maceió/AL)
Onde estás palavra que não te apresenta e fala?
Fala dos vermes envenenando a população;
fala do amor que não está nas preces dos cristãos;
fala dos miseráveis que estão pedindo atenção.


Onde estás palavra?
Fala da mesquinhez dos patrões;
das vidas sem razões;
dos homens sem perdões;
da tristeza dos canhões.


Onde estás palavra?
Será tu uma diversão?


Onde estás palavra?
Na menopausa das sensações? No fim? Que fim?
Na corrupção pela corrupção?
No desamor da própria palavra?


Onde estás palavra?
Nos corações amedrontados dos não patrões?


Fala palavra!!
Fala da guerra existente: fala da opressão;
fala doe embriagados pela loucura dos tostões;
fala no silêncio da AÇÃO.


Onde estás palavra?

***

Quando morrer!


Paulo Ribeiro (Maceió/AL)
Quando morrer, já deitado no caixão
Ouvindo de Beethoven, a quinta sinfonia
Não quero sentimento de emoção
Lágrimas, choradeira, nenhuma latomia


Ali, parecendo bem morto, no ataúde
Ninguém notará se estou pensando
Farei leve sorriso de beatitude
Porei ouvidos atentos, observando!


Em nova matéria de luz, transformado
Invisível a visão elementar dos presentes
Circularei calmamente, bem focado
Tomado de curiosidades persistentes!


Quererei saber críticas e comentários
Minudências de minha personalidade
Não me assustarei vendo adversários
Fazendo-me elogios com prodigalidade!


Neste planeta, do qual fiz morada
Aos seres vibracionais de minhas energias
Que convivi durante curta temporada
Deixarei energias de harmonias!


E no momento mais triste, doloroso
Que é a descida do corpo, a terra fria
Voarei antes deste ato escabroso
Na certeza de que lá em cima, é alegria!

***

Um amor em reticências


Thaís Silvério (Arapiraca/AL)
não pensei que pudesse doer tanto
ficar sem quem eu amo muitos dias
veio a noite e o vazio que insistia
revestiu-se de saudade e de pranto...


já não ouço o seu tom leve e brando
de manhã me acordando com “bom dia”
não almoço em sua companhia,
não te tenho na mesa enquanto janto.


Mas eu sei que em mim há a essência
de um amor que termina em reticências,
de tão forte ultrapassa essa vida...


pode vir mais mil anos não esqueço
de uma vida construída com respeito,
do meu pai, o amor da minha vida!

***

Difícil


Wellington Amorim (Messias/AL)
Nestes dias sem fim
Sem um novo começo
Enturva-nos um amanhecer
Difícil esta rotina
No silêncio da matina.
Mas, esta incurável dor
Que habita no meio
Mais cedo, ou mais tarde
Vai sair de nós...
______________
1Para consulta acesse: http://www.premiopoetize.com.br/
Ou a referência da Antologia: RAMOS, Isaac Almeida (org.). Antologia Poética, Prêmio Poetize 2016. Série Novos Poetas no 17. Edição fev. de 2016.