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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Castelo Armorial de São José do Belmonte/PE

“A atual cidade de São José do Belmonte teve origem na Fazenda Maniçoba onde, em 1836, o seu proprietário, mandou erguer uma capela a São José como pagamento de uma promessa para que uma epidemia de cólera morbus que atingiu o sertão, não afetasse aquela propriedade. Assim, surgiu a povoação de Belmonte.  É famosa por ter a cavalgada ‘A Pedra do Reino’ realizada em maio de todo ano e a cavalhada ‘Zeca Miron’ também realizada em maio de todo ano”. 
“Tornou-se distrito a 24 de abril de 1873, a foi elevada à categoria de vila a 26 de junho de 1893 - data de criação do município, desmembrado do município de Vila Bela, hoje Serra Talhada. A 31 de dezembro de 1943, Belmonte teve o nome mudado para Maniçoba e, a 7 de dezembro de 1953 passou à denominação de São José do Belmonte[1]”.
“A composição de duas grandes rochas (uma com 30 e outra com 33 metros de altura), na Serra do Catolé, Município de São José do Belmonte, é o destino final da cavalgada que acontece todos os anos e que relembra o movimento sebastianista liderado por João Antônio dos Santos, em 1838. No local, o auto proclamado Rei João Antônio formou uma comunidade de fiéis seguidores, prometendo um reino de justiça, liberdade e prosperidade, no qual os pobres ficariam ricos e até os pretos renasceriam brancos. Em 1971, o escritor Ariano Suassuna publicou o livro ‘O Romance da Pedra do Reino’, resgatando e dando notoriedade ao episódio, que virou minissérie da Rede Globo. Situado à Praça Pires Ribeiro, 34, no Centro de São José do Belmonte, fica o Memorial da Pedra do Reino, expondo quadros, livros, documentos, fotos e fatos que se relacionam com o movimento[2]”.

Outra atração no Município, a margem da rodovia, é o Castelo Armorial.
"Baseado no Movimento Armorial criado em 1970, por um grupo de artistas e intelectuais pernambucanos, liderados pelo escritor paraibano Ariano Suassuna. O idealizador e construtor do castelo é um empresário e pesquisador (...); tal espaço físico reúne, em forma de arquitetura e escultura, todos os elementos do Movimento Armorial: onças aladas, pássaros exóticos, canhões e armas, entres outros personagens que fazem parte do imaginário da cultura popular nordestina. O castelo conta atualmente com 1.500 metros de área construída e uma altura equivalente a um prédio de seis andares, totalmente financiado com recursos próprios. São quatro torres, duas delas na parte de trás da construção, representando os cristão e os mouros, uma referência direta das Cruzadas, no período medieval. À frente do castelo há uma torre central que representa o ‘Reino Encantado de Dom Sebastião’,  tendo como figura principal o ‘Rei Quaderma’ ou ‘ Rei Vaqueiro’, da obra de Ariano Suassuna. No último andar estão instalados vários cenários, entre eles uma casa de farinha, bodega, cabaré, cartório, escola, barbeiro, sapateiro, casa de taipa e outros elementos que compunham a vida de uma cidade pequena no inicio do século passado[i]”.
Localização do Município, no território de Pernambuco. Imagem copiada de: www.wikiwand.com
Cavaleiros e damas; pedras ao fundo. Foto retirada de: blogdoraniellybatista.com



[1] Disponível em: http://www.saojosedobelmonte.pe.gov.br/p/cidade Acesso em set. de 2015.
[2] Disponível em: http://www.saojosedobelmonte.pe.gov.br/p/pedra_do_reino Acesso em set. de 2015.