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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Festa de Padroeira com Zabumbeiros


É possível que todos os municípios brasileiros e suas respectivas divisões políticas (sede e povoados) tenham a figura de um (a) padroeiro (a) como entidade maior a reger as relações sociais, sob o aspecto da religião. A vida social, portanto, e as relações políticas arquitetadas, em muitas realidades brasileiras, se pautam sob a égide da religião e respectivamente da santa protetora do local. A padroeiria de uma cidade, ou povoado, portanto, é o sinal de que os limites geográficos estão protegidos de toda e qualquer influência nesfasta, sob a aparência de espíritos maléficos, bem como situa a localidade dentro da nação católica, que é, normalmente citada, o Brasil.
Nas comemorações anuais para  festajar a presença da padroeira, como protetora incondicional dos fracos, faz-se as famosas festas populares religiosas: com a presença maracante de bandas de pífanos (compostas geralmente por "pife", zabumba, triângulo e pratos), comidas típicas, missas e procissões com os fieis carregando nos ambros o andor com a imagem da padroeira, leião etc.
A zabumba, historicamente viculada às bandas ditas, pé-de-serra, foi log0 incorporada às festas religiosas, Brasil a fora.
"(...) a zabumba é característica dos ritmos nordestinos do forró, como o baião, o xaxado e o xote. É mais conhecida como o instrumento dos trios pé-de-serra compostos por zabumba, sanfona e triângulo – muito apreciados nas festas do ciclo junino nordestino. São usadas também nos maracatus, sambas, pastoris, bandas de pífano, coco (...)".
"O termo zabumba designa ainda um tipo de formação instrumental característica do Nordeste brasileiro, composto por zabumba, caixa, pífano ou gaita. No Nordeste é conhecido também como Musga (música) do Mato, Musga de Matuto, Banda cabaçal, Cabaçal, Música de Couro, Banda de negro, Música de pife. Em Alagoas, é conhecido como Esquenta mulher[1]".
No interior de Alagoas e em muitos dos seus municípios, as festas dedicadas as Santas Padroeiras ainda ocorrem com abundância. Tais festas têm datas marcadas e a origem das datas se associa a diversos fatores, dentre tantos outros, citemos: um fato ocorrido e associado à imagem de um (a) Santo (a) protetor (a); uma estação promissora para alguma cultura da região, dado momento em que se festeja saúde e fartura, por exemplo; o momento de inspiração de um líder da comunidade em prol de uma causa do povoado e motivada por uma entidade religiosa; a busca de proteção e saída da morte (apegados a uma promessa) prematura em situações de epidemias e calamidades que matam inúmeras pessoas em um período curto, também por motivações políticas, historicas e culturais de um modo geral etc.
Resumidamente apresentamos um pedacinho da festa de padroeira ocorrida no Povoado Serra da Mandioca, município de Palmeira dos Índios. A festa anual dedicada a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro que ocorre em meados de fevereiro, de cada ano, e comemora uma data em que a comunidade se livrou de ser extinta, ao ser feita uma promessa a referida Santa.
Dizem os mais velhos que há cerca de 100 anos o povoado foi tomado por uma epidemia de diarreia, que levou dezenas de moradores a morte, em pouco tempo. Sequer covas podiam ser providenciadas no cemitério, para enterrar os vários mortos, de modo que uma pequena serra cortada por uma grota de água perene serviu de “abrigo” para os mortos.

A promessa se apegava no cessar das mortes, sob pena de serem totalmente extinguidas as pessoas daquele povoado, porque a epidemia não poupava crianças, adultos, nem idosos! 

Prometendo edificar uma igreja no povoado, em homenagem a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, bem como torná-la sua única e mãe protetora e padroeira, bem como festejar a graça anualmente, por meio da festa, os que ainda estavam vivos foram poupados e rápido como acometeu os residentes, a epidemia foi expurgada do local e aos poucos os moradores retomaram a vida normal. Festejando, seus descendentes, até os dias atuais (e os que virão) tamanha graça!
A família se reúne para festejar. Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Banda de Zamubeiros na festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

De casa em casa do Povoado, a Banda de Pífanos segue a imagem da Padroeira.
Os moradores seguem a imagem da Padroeira, ao som marcante da zabumba.
Acompanha a todos os elementos, os foguetes: é festa de religião popular.
Dentro das casas toca-se mais e mais. Enquanto os donos da casa se apercebem da imagem e rezam: agradecem as graças e fazem mais pedidos.
Observe-se que as paredes, da maioria das casas do Povoado, é "coberta" de imagens de Santos, inclusive da Padroeira e dos membros das família.
Casas relativamente pequenas; enquanto a Banda adentra, os moradores espiam de fora. Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Povoado Serra da Mandioca.
Marcação da música por meio da batida da Zabumba! Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Povoado Serra da Mandioca.
Olhares de mulheres sertanejas. A consolação somente advém dos céus! Que era do sertanejo, se não se apegasse aos fenômenos divinos? É só uma imagem, mas de uma representatividade imensurável para os moradores! Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Povoado Serra da Mandioca.
Toca a Banda de Pífanos. Nesta foto também atente-se para o buraco no portar à esquerda, feito para receber a tramela, quando se fecha a porta de cima, da frente de casa. São poucas as casas com essas lindas parafernalhas tradicionais! Festa de N. Senhora do Perpétuo Socorro do Povoado S. da Mandioca.
Moradores do Município de Palmeira dos Índios e Maceió, na festa da Padroeira.
Um morador carrega a imagem para a casa do vizinho mais próximo; acompanha a Banda de Pífanos. Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Povoado Serra da Mandioca.
Com carinho e devoção, a imagem é doada; e recebida por outrem! Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Povoado Serra da Mandioca.
Um dos tocadores já cansou, de tanto que andou (e toca sentado num sofá, na antiga casa da matriarca). Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Povoado Serra da Mandioca.

Carroças puxadas por éguas também acompanham, para carregar os prêmios que são coletados nas casas, para depois da missa se fazer um leilão e arrecadar fundos para a Igreja. Um morador carrega na mão algumas galinhas caipiras, recebidas. Festa N. Senhora do Perpétuo Socorro do P. S. da Mandioca.
De mais uma casa se despede a Imagem. Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Povoado Serra da Mandioca.
Sai a multidão, rumo ao centro do Povoado. Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Povoado Serra da Mandioca.
Da Igreja sai o andor com a Imagem, para percorrer as principais estradas do Povoado. Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Povoado Serra da Mandioca.

Acompanha também a imagem primogênita, que pertence a esta Igreja do Povoado. Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Povoado Serra da Mandioca.
Cartaz alusivo à festa do Povoado. Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Povoado Serra da Mandioca.
O diácono segue na frente entoando as cantigas religiosas! Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Povoado Serra da Mandioca.

Meu avô, no mais dos seus 90 e tantos anos não perde uma só procissão! Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Povoado Serra da Mandioca.
O andor com a Imagem. Nossa Senhora apresentada a todos do Povoado. Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Povoado Serra da Mandioca.
A senhora, nesta foto, puxa a procissão, com uma cruz nas mãos arribada.
Procissão de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro na Serra da Mandioca.
A procissão com a imagem da Santa vai adentrando as casas do Povoado. Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Povoado Serra da Mandioca.
As crianças aprendem de cedo a participar da festa religiosa. Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Povoado Serra da Mandioca.
De acordo com o Catálogo/Calendário 2012 da Livraria Redentorista (sedes de Campina Grande - PB e Garanhuns - PE), "a cópia original do quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que permanece até hoje, foi levada para a Igreja de São Mateus, em Roma, em 1499, onde ficou até o ano de 1798. Em 1863, o Superior Geral dos Redentoristas pediu ao Papa Pio IX para colocá-la na Igreja construída em honra ao Santíssimo Redentor e a Santo Afonso. Diz a tradição que o Papa deu a seguinte recomendação: 'Façam-na conhecida no mundo inteiro!' Fiéis a esse mandato, os Redentoristas espalharam sua devoção por todo o mundo".

   

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Aquário Vasco da Gama - Lisboa

"O Aquário Vasco da Gama foi inaugurado a 20 de Maio de 1898, numa cerimônia de grande impacto público, na presença da Família Real e numerosas individualidades da época. Foi um dos primeiros aquários no mundo, sendo a sua construção ordenada pela Comissão Executiva da celebração do 4º Centenário da partida de Vasco da Gama para a viagem do descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia".
"Na altura da inauguração o Rei D. Carlos, cuja influência havia sido determinante para a edificação do Aquário, realizou numa das suas salas uma exposição com o material zoológico por ele recolhido nas campanhas oceanográficas de 1896 e 1897(...)".

1919
"O Aquário é reorganizado, passando a designar-se Aquário Vasco da Gama – Estação de Biologia Marítima, entidade com autonomia científica e administrativa. Neste período realizaram-se várias investigações, com particular incidência no estudo e exploração do mar".

1935
"A Liga Naval Portuguesa doou ao Aquário Vasco da Gama, por escritura pública notarial, a Coleção Oceanográfica D. Carlos I e respectiva Biblioteca. Desde então o Aquário Vasco da Gama tem sido responsável pela preservação deste precioso legado, parcialmente em exposição permanente nas salas de exposição do Museu. A parte restante da Coleção mantém-se reservada, mas disponível para a consulta a efetuar por especialistas, com vista à realização de estudos científicos".

1940
"O edifício e o terreno pertencente ao aquário foi reduzido em cerca de 1/3 da sua área primitiva, por motivo da construção da estrada marginal Lisboa - Cascais. Este acontecimento, que provocou uma crise no funcionamento da instituição, acabou por conduzir à separação do Aquário da Estação de Biologia Marítima, ficando esta como organismo de investigação científica e o Aquário destinado à exibição de animais aquáticos com objetivos didáticos e de divulgação".
A partir de 1950 
"Altura em que se verifica a cisão dos dois organismos, empreendeu-se um trabalho de recuperação e restauro das instalações, bem como a construção de novos aquários, trabalho que teve continuidade nas décadas seguintes. Durante os anos seguintes realizaram-se obras de ampliação no edifício, que permitiram alargar a área de exposição do Museu e instalar condignamente os serviços técnicos e administrativos".

Década de 90
"Prosseguiram as obras de beneficiação dos aquários e de todo o sistema informativo da exposição. Durante os últimos anos, aproveitando as novas tecnologias de informação, foram desenvolvidos alguns projetos de caráter marcadamente pedagógico que registraram grande sucesso junto do público. Desta forma foi possível valorizar significativamente o conteúdo informativo da exposição permanente, explorando complementarmente outras formas de transmitir conhecimento, fundamentalmente através da criação do site na Internet".
Coleções

"A Coleção Oceanográfica D. Carlos constitui o espólio mais valioso do Museu merecendo por isso especial destaque nas salas de exposição. De fato, a maior parte dos exemplares exposta no átrio e nas salas do primeiro andar, faz parte desta coleção de grande valor histórico e científico".

"Mas para além desta, o Museu do Aquário Vasco da Gama possui a sua própria coleção, que tem vindo a ser permanentemente aumentada e enriquecida em espécies, especialmente no que diz respeito a peixes marinhos da fauna indígena e tropical, aves, mamíferos marinhos e espécimes malacológicos".
"O espaço museológico distribui-se por cinco salas de exposição, nas quais estão dispostas as várias coleções".
Lontra empalhada (pelos portugueses chamada de Otária) - Aquário Vasco da Gama.
























Aos visitantes recomenda-se que o curso da visita tenha a seguinte orientação:
Jardim
Entrada
Átrio - ou "Sala dos invertebrados Marinhos", onde são postos em relevo os aspectos mais significativos da obra do Rei D.Carlos no domínio da Oceanografia.
Salão Nobre - construído entre 1913 e 1917, exibe uma grande coleção de peixes conservados e naturalizados, na sua maioria pertencentes à Coleção Oceanográfica D.Carlos I.
Sala Dos Tubarões – dedicada à exposição de numerosos tubarões, alguns deles espécies raras
Sala de Malacologia - aberta ao público em Setembro de 1986, exibe mais de 600 espécies de exemplares da fauna malacológica das costas portuguesas.
Mamíferos Marinhos, Aves - Inaugurada em 1980, esta sala exibe também uma mostra malacológica da conchas exóticas das zonas do Indo-Pacífico e da costa ocidental africana[1].

Aves aquáticas - Aquário Vasco da Gama - Lisboa, Portugal.


Bacalhau (e a sua cabeça) - Aquário Vasco da Gama.

Esqueletos de pequenas baleias - Aquário Vasco da Gama.


Crânio (certamente de hipopótamo) - Aquário Vasco da Gama.


Ostra gigante - Aquário Vasco da Gama - Lisboa, Portugal.




Moréia - Aquário Vasco da Gama - Lisboa, Portugal.


Tubarão azul - Aquário Vasco da Gama - Lisboa, Portugal.

Leões marinhos - Aquário Vasco da Gama - Lisboa, Portugal.


Tartarugas - Aquário Vasco da Gama - Lisboa, Portugal.

Tubarão - Aquário Vasco da Gama - Lisboa, Portugal.

Tubarão - Aquário Vasco da Gama - Lisboa, Portugal.

Ave aquática - Aquário Vasco da Gama - Lisboa, Portugal.

Focas - Aquário Vasco da Gama - Lisboa, Portugal.




Ave de rapina - Aquário Vasco da Gama - Lisboa, Portugal.