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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Jardim Botânico d'Ajuda - Lisboa/Portugal


“Jardim do século XVIII, final do barroco, espaço de rigor geométrico, foi o primeiro jardim botânico português, devendo ser considerado como a primeira e a mais importante instituição dedicada à cultura da história natural do País”. 
“Após o terremoto de 1º de novembro de 1755, o Marquês de Pombal mandara construir na Ajuda, nessa época subúrbio da capital, um edifício de madeira, abrigo e residência provisória da família real, que ficou conhecido pelo nome de ‘Paço Velho’, e que, no reinado de D. Maria I, desapareceu devido a um incêndio".
"Para implantação do Real Jardim Botânico, no sítio de Nossa Senhora da Ajuda, D. José I comprou ao conde da Ponte a quinta que este possuía junto ao Paço da Ajuda. Inicialmente esta quinta destinou-se à cultura de frutas e hortaliças necessárias ao palácio real”. 
“Em 1765, por ordem de D. José, foi encarregado de delinear e dirigir as obras do Real Jardim Botânico da Ajuda o Dr. Domingos Vandelli e de inspecioná-las o ministro da Marinha, Francisco Xavier de Carvalho, irmão do 1º Marquês de Pombal. Destinava-se o jardim, tal como o Museu de História Natural e o Gabinete de Física, instalados num edifício próximo, à educação dos príncipes, em particular a D. José, então com 15 anos e destinado a suceder a sua mãe, caso não tivesse falecido”. 
“Vandelli, em 1791, após ter sido jubilado da Universidade de Coimbra, foi nomeado diretor do inicialmente denominado ‘Real Jardim Botânico da Ajuda, Laboratório Químico, Museu de História Natural e Casa do Risco’. Mandou vir plantas vivas e sementes dos jardins botânicos de todo o mundo, chegando a colecionar mais de 5.000 espécies. No entanto, em finais do século XVIII, apenas existiam 1.200 espécies em cultura: a administração do mestre jardineiro Júlio Mattiazi, que Vandelli mandara vir de Pádua, tinha privilegiado as obras e descurado a conservação dos espécimes”. 
“O segundo diretor, Félix de Avellar Brotero, também após ter sido jubilado da Universidade de Coimbra, fez reviver o jardim. Na opinião deste ilustre botânico, iniciador dos estudos de botânica taxonômica, que em 1811 foi empossado como administrador e diretor, a instituição que lhe tinha sido confiada, apesar de nela se encontrarem muitas plantas raras e úteis em medicina, agricultura e arte, tinha sido estabelecida sem rigor científico. O País tinha sofrido as invasões francesas e as verbas para a manutenção e progresso do jardim tinham sido retiradas. Brotero, que permaneceu até 1828 como diretor do Jardim Botânico da Ajuda, com os recursos que possuía introduziu os melhoramentos que pôde, inclusive uma fonte no bosque, muita apreciada pelo próprio rei D. João VI, o qual, num passeio ao jardim, após ter regressado ao Reino, recomendou a Brotero que a conservasse, por ter achado a água muito fresca”.
“Após a morte de Brotero, o Jardim da Ajuda passou por uma fase de decadência; o longo período da usurpação e a substituição do seu diretor levaram quase à sua total ruína”. 
“Em 23 de maio de 1834 foi nomeado diretor, por decreto de D. Pedro IV, o Dr. José de Sá Ferreira e Santos do Valle, lente da Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra, cargo que desempenhou apenas durante dois anos. Posteriormente, o Real Museu e Jardim Botânico da Ajuda, por decreto de 27 de agosto de 1836, foi confiado à administração da Academia das Ciências”. 
“Em junho de 1839, o ministro dos Negócios do Reino concordou com a incorporação do Jardim Botânico na Escola Politécnica, mas não com a entrega do Museu de História Natural. No mês seguinte a direção científica do Jardim Botânico era confiada ao lente da 9ª cadeira (Botânica e Princípios de Agricultura), no entanto, no primeiro concurso destinado à escolha de professor para a referida cadeira decidira-se a exclusão do único candidato, o Dr. José Maria Grande, pelo que o Prof. Xavier de Almeida desempenhou na interinidade as funções de diretor. Após uma segunda votação ordenada pela rainha, D. Maria II, o Dr. José Maria Grande foi aprovado lente da 9ª cadeira e, consequentemente, diretor efetivo do Jardim Botânico a partir de julho de 1840”. 
“Em 1848, o Prof. Dr. J. M. Grande procurou melhorar as coleções de vegetais em cultura e, tendo entregue o ensino durante alguns dias ao seu substituto, o Prof. Andrade Corvo, concluiu as determinações das plantas ainda não identificadas”. 
“Em 1874 o jardim foi entregue à administração da casa real, tendo decaído progressivamente. No tempo de D. Luís foi mandada edificar a estufa das orquídeas, sob a direção de D. Luís de Mello Breyner, diretor da Real Associação Central da Agricultura Portuguesa. A partir daí sucederam-se várias direções, até que foi entregue ao Instituto Superior de Agronomia, em 1918. Naquele ano o Prof. Rasteiro fez a reconstituição do tabuleiro inferior, dando-lhe o mesmo aspecto que já se observava na planta de 1869”. 
“Em 1934, sob a direção do Prof. André Navarro, ocorreram benefícios importantes e foi também naquela data que o Prof. Caldeira Cabral estabeleceu o traçado dos canteiros do tabuleiro superior, que se tinha perdido completamente”. 
“Em 1975 e 1976, uma comissão de gestão dirigiu o jardim. Daquela comissão fazia parte um elemento do Gabinete de Botânica, outro da Seção de Arquitetura Paisagista e outro da Seção de Construções Rurais. Durante aquele período atualizou-se a identificação de mais de 100 espécies de plantas ornamentais cultivadas no jardim e ele serviu de apoio ao ensino e investigação em floricultura”.
“Entre 1993 e 1997, com o apoio do Prêmio de Conservação do Patrimônio Europeu e do Fundo de Turismo, sob a orientação da Prof.ª Cristina Castel-Branco, procedeu-se a um restauro do Jardim com a recuperação da coleção botânica, o restauro do sistema de rega e a instalação do Jardim dos Aromas[1]”.
 
Fonte central, no Jardim.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lindo como é a natureza!
 
 
 
 
 
 
 

[1] Disponível em: http://www.jardimbotanicodajuda.com/ Acesso em: agosto de 2012.