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sábado, 25 de junho de 2011

2 - Museu do Louvre - Paris/França

Seguem mais fotos da "série" Museu do Louvre, em Paris, capital francesa.
A considerar conteúdo anterior sobre tal tema.
Detalhe da pirâmide, no pátio do Louvre

Pátio interno do Louvre, saída para um jardim e um arco que se assemelha ao Arco do Triunfo.

Outra vista no pátio interno do Louvre

Pátio interno Louvre e visão da Pirâmide que também adentra o "solo".

"Ponta da pirâmide invertida" do Louvre

Pirâmide "colossal" no Louvre - Paris

"O Nordeste na Europa: PB, PB, AL."

Painel indicativo das artes gregas e romanas, já dentro do Louvre

Outra área interna do Louvre

Escadas, nas quais se chega através da Pirâmide e das quais vai-se para os corredores e salas repletas de obras de arte - Louvre

Um dos belos corredores do Louvre - da Grande Galeria: Pintura Italiana - Louvre/Paris.

Sala Mollien (Pintura Romântica Francesa) - Louvre/Paris.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

1 - Museu do Louvre - Paris/França

O Louvre divide a curadoria de seu acervo em oito departamentos: Antiguidades Gregas, Romanas e Etruscas; Antiguidades Egípcias; Antiguidades do Oriente Próximo; Arte Islâmica; Gravuras e Desenhos; Pinturas; Esculturas e Artes Decorativas. Disponível em: http://grandesmuseus.folha.com.br/livro-3.shtml     

O Louvre é o maior museu do mundo. Encontra-se próximo ao Rio Sena, a Catedral de Notre Dame e outros pontos atrativos da cidade de Paris. É sabido que detém as principais obras de arte e dos maiores mestres da história antiga e recente, seja da escultura ou da pintura, assim como de riquezas que identificam culturas – povos, como as múmias egípcias, por exemplo.
O prédio em si, isto é, a parte arquitetônica é também plausível, pois são mais de 300 anos de história; no que diz respeito ao acervo, são mais de 35 mil obras, fazendo com que, cerca de 8 milhões de pessoas os visite a cada ano.
Conhecer o Louvre e suas atrações é, de fato, uma tarefa impossível, pois ficamos entre uma dualidade: a apreciação de sua arquitetura ou a beleza e os detalhes das obras expostas ao público, no entanto, essas duas formas de beleza acabam por se aglutinarem e nós, meros observadores e assim nos perdemos em sua grandeza. Ficamos atônitos em meio a tantas pessoas e tantas obras de arte, desta feita a ideia de museu e a fidelidade contemplativa perdem-se numa espécie de ação mercadológica e nós nos sentimos em meio a um grande centro comercial com artigos à venda, pois também a cada fim de corredor e de cada piso há uma loja de souvenir. Diante de obras magnânimas e mundialmente conhecidas, como nas esculturas: a Vênus, descoberta em Miló (1300 a. C.); o Escriba Sentado, de 2600 a. C.; a Vitória Samotrácia, de 190 a. C. Dentre tantas outras; e nas pinturas: A Sagração do Imperador Napoleão I, de J. David; São Sebastião, de A. Mantegna; As Bodas de Caná, de Veronese; a Mona Lisa de Da Vinci; dentre tantas outras. Nesta última acontece um êxtase, nem tanto por ela em si (isto é, a tela pintada), mesmo porque em sua essência e excetuando as técnicas de pintura que apresenta, pouco ou nada diz sobre a realidade e a vida, trata-se de uma mulher com expressão dissimulada, tanto quanto a ideia alienada que temos da “exuberante” Paris, como se fosse perfeita e capaz de iluminar corações; quanto ao êxtase, é por causa da quantidade incontável de pessoas, limitados por cordas, que existem diante da pequena tela. Dois soldados a guardam e vidraças resistentes a protegem dos fanáticos. Ainda assim jamais continuamos os mesmos depois de adentrar, ao menos,  a uma sala deste incrível museu e visitar pelo menos uma galeria; porque é muito talento humano junto.

As pessoas debatem-se para terem as melhores fotos (os japoneses são uma atração à parte, com suas câmeras gigantescas e sua audácia natural). Contemplação artística nunca, pois parar diante das obras mais badaladas por mais de um minuto é provável que sejamos pisoteados ou no mínimo xingados.

A impressão que fica é que, as principais obras artísticas foram compiladas no Louvre, mas qual o significado de arte nestes termos? Pois quase ninguém as contempla; talvez ninguém poderá, ao menos “passar o olhar” sobre todas aquelas obras durante toda a vida; talvez ninguém vá com propósitos artísticos e contemplativos, mas pelo capricho e o status de verbalizar “estive no Louvre, em Paris, vi a Mona Lisa e tirei fotos ao lado dela”!
Enfim, é preferível ir ao Egito e ver, ao toque das mãos e ver na mais naturalidade possível uma múmia ou um sarcófago; ou jamais ver, apenas imaginar; do que ver, no Louvre, dezenas de múmias esarcófagos enfileirados lado a lado, de uma maneira tão artificial e dominantemente adquiridas. Porém, se não se vai ao Louvre - ao menos uma vez na vida - não poder-se-á pensar (um pouquinho) do quanto o ser humano é fabuloso; é todo arte!   
Demais fotos, noutras etapas a seguir. Fotos de: Alex Barbosa, Wécio Pinheiro, JaloNunes e Diogo Kawano.
Eis um dos tantos resultados de um intercâmbio acadêmico; outras informações e o relato completo em:

Fachada externa - Louvre

Entradas principais - Louvre - Paris

Fachada externa - Louvre

Fachada externa - à margem esquerda o rio Sena

Entorno do Museu do Louvre-Paris

Fachada externa - à margem esquerda o rio Sena

sábado, 11 de junho de 2011

Histórias Malditas - O Fogo Assustador/Conto Geracional

Interior puro, onde só existe mato, animais selvagens: grandes e pequenos. Lugar atrasado e minimamente habitado por pessoas. Neste lugar as pessoas sequer têm banheiros para realizarem suas necessidades fisiológicas, por isso, sempre que precisam, usam os matos (moitas), mesmo! Lá isso é meramente comum.
Imagine você, tendo uma forte dor de barriga no meio da noite, tudo escuro, pois não havia energia elétrica, apenas o brilho da Lua e das Estrelas, dos vaga-lumes, o cantar azucrinante dos grilos e o constante voo dos morcegos sanguinários. Pois é, uma pobre garota viveu esta terrível experiência, sentiu uma forte dor de “barriga noturna”. Na calada da noite, com todos dormindo ela não se aguentava mais e resolveu levantar-se sem que ninguém se acordasse.
Saiu tombando pelas paredes, com os olhos meio fechados, as canelinhas cambaleando e as mãos apertando a barriga que doía muito. Se a vissem naquele escuro morreriam de medo! Porque seus olhos ficaram vermelhos, faiscando com o reflexo da luz que entrava pelas frestas da velha porta de madeira. Puxou a tramela, abriu as portas e logo colocou os pés finos e doloridos sobre o chão frio. Olhou para todos os lados e imediatamente arrepiou-se, um arrepio que começou da ponta do dedo até a pontinha do último fio de cabelo da cabeça. Sentiu calafrios e apertos no coração, porém sua barriga apertou ainda mais. Não era louca de executar aquela imediata tarefa longe de casa, no mato, como se devia, então preferiu ficar nos arredores da casa mesmo, no dia seguinte providenciaria um retoque no local.
Então se acomodou ali, os olhos pareciam que iam pular do lugar de tanta força que fazia e por causa do medo que já estava sentindo.
Resolveu não olhar apenas para o escuro que lhe cercava. Nesta hora o vento soprava nas árvores chegando a fazer sons infernais, olhou então para o longe, para a malha negra que se estendia para todas as direções.
Na medida em que olhava ao longe, com os olhos ainda lacrimejados, percebeu que muito distante, a quilômetros no meio da escuridão havia uma pequena tocha de fogo oscilando. Ficou curiosa, pois não era comum luzes ou fogos naquele lugar durante a noite. Todavia, substituiu a curiosidade pelo medo, no instante em que viu que o fogo estava um pouco mais denso, movendo-se muito rápido em sua direção. Tirou um pouco o olhar para um morcego negro que voava sobre sua cabeça, no entanto a bola de fogo estava bem maior em relação ao tamanho inicial. Espantou-se! De onde vinha aquela estranha luz que estava mais próxima, enzinabrada de chamas que se espalhavam para todos os lados?
O susto foi tão grande que a menina esqueceu sua terrível dor de barriga, um medo tão intenso que congelou seu intestino corrompido. Levantou-se rápido, entrou em casa, bateu a porta, enfiou-se debaixo do cobertor empoeirado, velho e fedido. Todo o corpo tremia, os dentes batiam de tão grande que foi o medo. Aquele pequeno fogo ficara tão grande e aproximara-se como se fosse a engolir caso chegasse perto dela! Este pensamento não saia da sua cabeça e ela passou a noite toda sofrendo calada. No outro dia não parava de pensar e só olhava em direção ao lugar em que a bola de fogo apareceu. Imaginava ela, ser um Fogo Corredor, baseada no que os mais velhos contavam.
Nunca mais teve dor de barriga à noite e se tivesse não botaria os pés fora de casa. Apesar da curiosidade não ousou sair na noite seguinte para conferir se o fogo estava de novo como na noite anterior, pois o medo em que mergulhou era maior que tudo.
JaloNunes.
Copiada de: contosdearatuba.blogspot.com

sábado, 4 de junho de 2011

Poesia - Descanso para Loucura

Disponível em: renasbarreto.blogspot.com
Quem é esta?
Viúva sem dono!
Mãe sem filhos, modesta...
Que desperta do sono.

Namorada sem par,
Luva sem mão!
Quem é esta, que encanta sem cessar?
Que faz matar de emoção.

Quem é esta sem corpo;
Sem alma, sem sombra?
Que não mostra o dorso,
E que nem um pouco assombra!

Esta é um rabisco de pena
Do interior de uma ave branca.
Ela tenta e atenta e acena...
Resgata o espírito como uma alavanca.

Esta transforma noite em dia...
Faz o espírito humano falar:
O seu nome é POESIA,
Seu sobrenome é AMAR.

Seus predicados são: a VERDADE,
A JUSTIÇA, a DESCRIÇÃO...
É a inclinação à ETERNIDADE...
É o ÊXTASE de EMOÇÃO.

É o cerne da LITERATURA,
É vespa sem casulo,
É pedestal para a dor; descanso para a loucura...
É "guerra e paz"; é carnaval sem pulo.

Porque ela existe por si só.
O ser humano a procura, a "persegue"...
E nela se apega, dá nó...
Faz com que o outro também se entregue.

Limpa a alma, sem que seja instrumento,
É na verdade, meio e finalidade, sem que tenha fim...
Imaterialmente, é para todo humano alimento,
Algo que retrata a SERENIDADE.

"POESIA É VIDA"!
Sinônimo de ENTUSIASMO, DOAÇÃO.
Do Poema é amiga,
Esta AMIZADE é colorida, reflete PAIXÃO.
Quem é esta? 

JaloNunes.

Cemitério: Montparnasse - Paris/França

Montparnasse é o nome de um bairro de Paris, que fica numa das margens do rio Sena; os principais locais que reproduzem esse nome são: o Cemitério Monteparnasse, a Torre Montparnasse e a Gare Montparnasse.
Sem comparar com o du Père Lachaise, mas este último me pareceu mais ambientando ao fator cemitério; talvez porque eu o tenha visitado no final da tarde, quase ao anoitecer e "presenciei" a existência de gatos e corvos, pessoas e ventos aleatórios; talvez pelo fato de o terreno ser variável demais, o que nos confere um ar de mistério, já que nunca se tem uma visão completa do du Père Lachaise. O Montparnasse, ao inverso, quando visitei fazia um sol bonito, mesmo que a temperatura fosse bem baixa; o terreno é bastante plano e também se tem uma visão quase panorâmica de "toda a Paris" ao redor, com grandes prédios e torres.
Ainda assim, podem ser "visitados" no Montparnasse, os túmulos de:
Pierre Larousse (Enciclopedista);
Charles Boudelaire (Escritor/Poeta);
Jean - Paul Sartre e Simone de Beauvouir (Filósofos );
Cícero Dias (Pintor)
Dentre muitos outros.
Painel informativo na entrada.
Se me resta esperar o reencontro; assim o farei!

Pobre mortal! Pouco vivo entre anonimato e prestígio; o privilégio se justifica pelo sangue que pulsa.
O fantástico casal: Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir
Enquanto essa erva toca-te mansamente e a ti "usa"; eu alimento-me de esperanças deturpadas.

Buquês que não murcham, porque nunca vivas foram (as flores).

Porque só as mulheres aparentam chorar nos túmulos?

Túmulo da Família Baudelaire.

Uma bela visão do Montparnasse.
O anjo, porque está acima dos humanos, os consola com sua "divindade" atribuída.

Mesmo no subsolo minhas mãos hão de te louvar, ó Ser do além terra, das alturas sacralizadas!
A mãe...que aos pés chora, há de enxugar lágrimas na face.
Que o sol nada faça; mas que a brisa leve; leve meu sofrimento, "meu ar de pouco espero da vida".

As correntes me acorrentam porque? Não posso romper esses sete palmos de solo pouco natural.
Que os musgos sejam os inquilinos que me manterão acreditando na esperança.

Pouco importa sete palmos abaixo....se em pedra estou acima dos humanos....perto do caminho das brisas.

Enquanto um chora; outro dissimula; outro ri......um nasce; outro morre...doce contradição.

A cama da eternidade......um sono para os deuses.

Retalhos de rocha me cobrem como um tecido rasgado.

Uma ninfa coberta te guarda.

Uma sacerdotisa te aguarda.

Que um anjo; da guarda ou não seja tua única auréola; aquele que te mostra o Altíssimo.

Sob minha mão....o elo: humano - Deus.