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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Histórias Malditas - O Velho sem Vida/Conto Geracional

Na doença de um importante membro da sua família, um jovem foi obrigado a deslocar-se de sua casa ao entardecer, sabendo, portanto, que por causa da distância do percurso só poderia voltar já tarde da noite. Ele tinha a missão de levar um recado aos demais familiares.
O seu percurso de volta foi de dar pena. À noite, sem a luz do luar, ouviam-se marteladas a distância, sons incompreendidos pelos andantes comuns e correspondidos pelos andantes sem rumo. Uma estrada de terra, ladeada por árvores frondosas capazes de abrigar qualquer espécie de ser vivo ou até morto, fazendo do local uma verdadeira prisão. Seu medo maior era de se defrontar com um ser de outro mundo, o que ele conhecia por nome de Visagem, pois havia acontecido fatos inexplicáveis naquele trecho da estrada. Naqueles arredores havia morado muitas pessoas, mortas há muito tempo.
O caminho era cheio de buracos sem fim e grotões, era possível ouvir murmúrios e gemidos não identificados.
O garoto acabava de passar, com os olhos arregalados, as orelhas de pé e os pelos arrepiados por um dos temíveis grotões, agora tudo estava totalmente escuro. Na subida da ladeira o garoto choca-se. De repente! Enxerga um senhor a sua frente. Como poderia enxergar se tudo estava absolutamente escuro? Caminhava lentamente com roupas marrons, sujas e esbranquiçadas e carregava uma trouxa sobre as costas.
O garoto não resistiu, até porque o medo não lhe permitiu raciocínio, apressou os passos e passou a frente daquele velho esquisito. Não conhecido, por ele, na região.
Uma coisa surpreendeu muito o jovem abalado, quando se adiantou ao velho homem, olhou para seu rosto, sabia que não viria detalhes, pois, o escuro era total. O susto foi indescritível porque o menino conseguiu ver nitidamente o rosto do velho, identificou com bastante facilidade todos os traços do rosto dele e amedrontadamente concluiu que não o conhecia.
Distanciou-se do remoto – assustador - homem um pouco alienado, mesmo sem forças nas pernas conseguiu chegar em casa, mal conseguia falar e estava tremendo sem parar. Então relatou o que viu para sua mãe e sugeriu que ela aguardasse um pouco à porta, para que, quando ele passasse na estrada pudesse ser reconhecido por ela.
Sua mãe esperou horas e horas e o homem não passou. Se fosse um ser humano de carne e osso teria que passar pela frente da casa, aquela estrada era a única para poder passar, era a única passagem que um ser humano poderia trafegar.


JaloNunes.
Copiada de: www.japagirl.com.br