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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Que um ANIMAL vê quando olha pra VOCÊ?

Certamente esta é uma pergunta que merece uma resposta circunstancial, "pessoal", mas que pode chegar ao estado de consensual. Não se pode saber o que um animal virá ao olhar para você (ser humano). Porque essa percepção será dual e vai carecer das propensões do estado e da posição em que cada um se encontrar. Pois podem ser diversas as "relações" entre ser humano e ser animal, citemos algumas: um caçador diante de uma presa; um criador diante da "criação"; um traficante de animais diante de uma de filhotes; a "justiça" diante de uma gaiola repleta (s) de animais; um veterinário diante de um animal machucado etc.
Os animais servem muito mais ao homem do que mesmo homens para com homens. Vejam o Urubu, animal nojento, feio, mas de uma importância extrema para a vida na terra. Levando-se em conta sua habilidade de absorver, consumir restos de outros animais em estado de putrefação, caso contrário, ficariam a esmo, poluindo ainda mais todo o ambiente, então, através da respiração seríamos ainda mais castigados com a tal da “poluição olfativa”.
Os animais se respeitam, tanto os membros de uma mesma espécie quanto entre espécies diferentes. Até o urubu, que come de tudo em estado de putrefação respeita seu semelhante e não o toca quando morre, seja por qualquer motivo. Mas o homem não respeita a si mesmo e muito menos o seu semelhante, pior, quando o ser humano intitula-se e apossa-se de certos dotes, de certos estágios de poder, porém o cúmulo é quando se intitula de ser político, assumindo assim uma “maledicência”, um cinismo e uma irresponsabilidade que já era a ele inerente, porém, seu uso seria desnecessário, caso quisesse viver em igualdade, em comunhão, em fraternidade, enfim, conviver.
Observa-se que os políticos não têm inimigos de oposição, nem aliados, mas sim, interesses próprios em comum ou interesses incomuns, diferenciados. Tanto é que, a contenda política termina quando há um eleito e daí em diante acalmam-se os ânimos.
Por grande parte do mandato o Legislativo não trabalha e o judiciário também não, (para verificar, fiscalizar o governo e expor para a população todas as conclusões obtidas), porém, às vésperas da eleição começa literalmente o Antropofagismo; são detectados inúmeros erros e corrupções de todos os tipos, os aliados tornam-se os inimigos e as inversões de papéis são como troca de roupas.
O urubu, até ele, sai privilegiado na sua conduta de vida, se comparado ao homem e especialmente, se comparado ao homem político, (não o politizado).
Urubu: "Oh! Por que me olhas? Minha carne não te agrada, ja a tua...
Urubus: "Quando me olhas, nada vês! Eu, pelo menos, desejo a tua morte!"
Boi: "Nossa...engordei demais! Acho que estou no ponto. Vais me levar para o açougue?"
Peru jovem: Por que eu nasci peru? Em dois anos, acho, não conhecerei outro natal"
Galinha: "esse ano não serei comida, uma ninhada de pintinhos eu tenho para criar".
Galo: "também não podem me matar: sou o galo do terreiro: canto de madrugada e cortejo as galinhas".
Peru: "ser peru é o ó: tem-se comida e cuidados à vontade; porque meu destino é quase um só: carne na panela".
Juriti: "nas matas eu sou rainha; nos viveiros canto ladainha".
Cavalo: "em breve, no meu lombo, se fará uma morada".
Pintinho: "tô com frio; o que você fez com a minha mãe?"
Periquito: "maldita a hora que nos adaptamos em gaiolas e viveiros; jamais conhecerei a liberdade plena".
Cão: "ainda gosto de você, me faz um carinho que balanço o rabo pra você e te dou um "sorriso"".
Coelho: "se eu não virar um churrasquinho, serei tratado com muito carinho."
Cabra: "dou o leite, além de alimentar meus cabritinhos; esse meu leite é um santo remédio para as criancinhas."
"Burguesa: "meu pobre filhinho! Que o destino lhe reserva?"
"Filhote de Burguesa: "Você não é minha mamãe!"
Galo de Campina: "minha linda canção é também minha desgraça."
Rolinhas: "por que você me pôs nessa gaiola?"
Pinto: "será que você não desenrola um cobertor pra mim?"
Gato: "eu sou o mais querido de todos; os cães têm inveja de mim."

Gata: "prefiro não te olhar; cadê meus gatinhos?"
Filhote de Cão: "me chamam de Pirata; por que será?"
Cabras: "já pra lá; esses capins são todos meus!"


Frango: "me dá milho; depois você pode me torrar!"
Na verdade, os animais jamais se perguntam sobre o que os humanos fazem com eles. Para muitos o ato de nascer em cativeiro, ou servir ao homem por toda a vida, faz com que sejam totalmente alheios a possibilidade de viver de outro modo; o animal não planeja, por isso não pode se rebelar contra imposições humanas, exceto pelo instinto.
Nas legendas parece que só se quis dizer que os animais buscam liberdade e "autonomia" e que os humanos apenas os usam, mas se pensarmos honestamente: o que um animal quer senão viver segundo sua natureza? Reflitam, já terão feito muito, neste mundo imediatista demais!