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sábado, 4 de junho de 2011

Cemitério: Montparnasse - Paris/França

Montparnasse é o nome de um bairro de Paris, que fica numa das margens do rio Sena; os principais locais que reproduzem esse nome são: o Cemitério Monteparnasse, a Torre Montparnasse e a Gare Montparnasse.
Sem comparar com o du Père Lachaise, mas este último me pareceu mais ambientando ao fator cemitério; talvez porque eu o tenha visitado no final da tarde, quase ao anoitecer e "presenciei" a existência de gatos e corvos, pessoas e ventos aleatórios; talvez pelo fato de o terreno ser variável demais, o que nos confere um ar de mistério, já que nunca se tem uma visão completa do du Père Lachaise. O Montparnasse, ao inverso, quando visitei fazia um sol bonito, mesmo que a temperatura fosse bem baixa; o terreno é bastante plano e também se tem uma visão quase panorâmica de "toda a Paris" ao redor, com grandes prédios e torres.
Ainda assim, podem ser "visitados" no Montparnasse, os túmulos de:
Pierre Larousse (Enciclopedista);
Charles Boudelaire (Escritor/Poeta);
Jean - Paul Sartre e Simone de Beauvouir (Filósofos );
Cícero Dias (Pintor)
Dentre muitos outros.
Painel informativo na entrada.
Se me resta esperar o reencontro; assim o farei!

Pobre mortal! Pouco vivo entre anonimato e prestígio; o privilégio se justifica pelo sangue que pulsa.
O fantástico casal: Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir
Enquanto essa erva toca-te mansamente e a ti "usa"; eu alimento-me de esperanças deturpadas.

Buquês que não murcham, porque nunca vivas foram (as flores).

Porque só as mulheres aparentam chorar nos túmulos?

Túmulo da Família Baudelaire.

Uma bela visão do Montparnasse.
O anjo, porque está acima dos humanos, os consola com sua "divindade" atribuída.

Mesmo no subsolo minhas mãos hão de te louvar, ó Ser do além terra, das alturas sacralizadas!
A mãe...que aos pés chora, há de enxugar lágrimas na face.
Que o sol nada faça; mas que a brisa leve; leve meu sofrimento, "meu ar de pouco espero da vida".

As correntes me acorrentam porque? Não posso romper esses sete palmos de solo pouco natural.
Que os musgos sejam os inquilinos que me manterão acreditando na esperança.

Pouco importa sete palmos abaixo....se em pedra estou acima dos humanos....perto do caminho das brisas.

Enquanto um chora; outro dissimula; outro ri......um nasce; outro morre...doce contradição.

A cama da eternidade......um sono para os deuses.

Retalhos de rocha me cobrem como um tecido rasgado.

Uma ninfa coberta te guarda.

Uma sacerdotisa te aguarda.

Que um anjo; da guarda ou não seja tua única auréola; aquele que te mostra o Altíssimo.

Sob minha mão....o elo: humano - Deus.