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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Poesia - Presente de Natal

Este Fim de Ano
Eu quero sim um presente de Natal.
Mas ele será diferente daquele de anos atrás
E isso envolve o Papai Noel.


Eu quero muito!
Que ele não acerte o caminho da minha casa
Que no percurso, muitos atalhos apareçam,
Mas que nenhum leve até o meu lar.
Mas se o Papai Noel for esperto
E chegar até o portão de minha casa
Que dois cães raivosos o esperem
E o enxotem a mordidas letais.


Mas se ele for perspicaz
E conseguir driblar os cães
Que a chaminé esteja entupida
Ou a lareira em brasas.
Enfim, que tudo o impeça
De chegar até mim e oferecer seu presente
Que o dê a outro, menos inquieto
Menos atento, a um alienado qualquer.


É que eu não suporto mais
Receber as ilusões doadas por ele
Promessas de melhores dias
Profecias de bons tempos.


Ilusões de um Natal de Paz
De um Ano Novo fraterno
De solidariedade entre os povos
De harmonia entre as raças.
Que ele desista de mim este ano
De oferecer-me seus presentes irreais
Porque este ano
Ele será apenas Noel, não Papai.

JaloNunes.

Um - dentre tantos - lustres no Palácio Queluz. Lisboa - Portugal.
As velas acesas - juntamente com outros elementos - simbolizam o Natal;
disponível em: http://walldesk.com.br

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Hôtel des Invalides e Cafés - Paris/França

"O Hôtel National des Invalides, ou Palácio dos Inválidos, é um enorme monumento parisiense, cuja construção foi ordenada por Luís XIV, em 1670, para dar abrigo aos inválidos dos seus exércitos. Hoje em dia, continua acolhendo os inválidos, mas é também uma necrópole militar e sede de vários museus".
"Entre as personalidades ilustres lá sepultadas encontra-se Napoleão Bonaparte, assim como o coração de Sébastien Le Prestre de Vauban, ilustre arquitecto militar francês, responsável pela poliorcética francesa, o qual criou, na época de Luis XIV, uma série de fortificações militares ao reino, tornando-o impenetrável"
Disponível em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/H%C3%B4tel_des_Invalides> Acesso em: Dez. 2011.
JaloNunes.
No muro principal as indicações do Hôtel des Invalides - Paris - França.

Hôtel de Invalides; visto a certa distância - Paris - França.

Hôtel des Invalides - Paris - França.


Cupúla da Igreja dentro dos domínios do Hôtel des Invalides - França - Paris.
Nesta encontra-se o túmulo de Naploeão Bonaparte.































Abaixo fotos de alguns - dentre tantos - cafés de Paris.
Fotos por: Wécio Pinheiro e Alex Barbosa.


Os cafés estão aos montes em Paris. Em cada esquina - um, dois ou três por rua - a depender desta rua. Principalmente nos locais próximos a algum ponto turístico. Mas os cafés existem não somente para os turistas, mas essencialmente para os parisienses. E principalmente no inverno, um café é um refúgio contra o frio "letal" da fria Paris. Podem ser encontrados neles (o café, evidentemente), mas também bebidas quentes, croissants etc.
"Café Brasserie" - França/Paris.


"Café Brasserie" - Paris/França.
"Café la Bastille" - Paris/França. Este recebe o mesmo nome da Praça La Bastille...
em homenagem a Revolução Francesa ocorrida entre 1789 e 1799.
"Café des Phores" - Paris/França.
"Café Fontaine" - Paris/França.
"Café Gribouille" - Paris/França.
"Café do Point Neul" - Paris/França. Em destaque um estacionamento para bicicletas, principalmente no centro da cidade, as bicicletas são bastante usadas.
Cafés de Paris/França. Esta rua é bem próxima do Museu do Louvre.
"Café le Corona" - Paris/França.
"Café des Arts" - Paris/França.
"Café le Gribouille" - Paris/França.
Cafés de Paris/França.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Relatório de Intercâmbio - Programa de Bolsas Luso-Brasileiro Santander Universidades

RELATÓRIO DE INTERCÂMBIO – UFAL - 2009


Aluno: Jalon Nunes de Farias


País/Cidade: Portugal, Lisboa

Universidade: Universidade Técnica de Lisboa - UTL

Curso: Serviço Social

Período: 5°

Disciplinas cursadas:

  • Modelos de Intervenção em Serviço Social;
  • Desenho e Implementação e Políticas Públicas;
  • Sociologia Urbana.

A quantidade de matérias escolhidas foi adequada? Comente.
Sim. Pois percebo que, aliado ao compromisso de cursar disciplinas compatíveis especificamente com o curso, ou não, precisamos também de algum tempo para poder conhecermos a nova realidade que a nós se apresentava e poder também implementá-la com nossas qualidades típicas. Logo, três disciplinas parece ser uma quantidade ideal para quem quer unir responsabilidade acadêmica e vivência de uma nova cultura.

Você conseguiu se matricular nas disciplinas que queria? Houve algum tipo de auxílio por parte da escola a esse respeito?

Não consegui matricular-me nalgumas disciplinas que gostaria, haja vista que, para os alunos intercambistas e no caso os de Bolsa Luso-Brasileiro, é permitido a escolha de qualquer disciplina em qualquer curso da Universidade, através de suas sete faculdades, mas na prática algumas disciplinas têm ocorrência em horários de outras que gostaríamos também de cursar, logo, deve-se fazer escolhas entre uma ou outra. A escola, pelo menos o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas – ISCSP, da UTL, onde cumpri meu intercâmbio, não oferece ajuda na escolha das disciplinas, seja através de professores, coordenadores ou afins. Disponibilizam para o aluno painéis dos diversos cursos e com a oferta de muitas disciplinas, num salão específico e o aluno, sozinho decide qual lhe chamou mais a atenção e daí entra na sala de aula e começa a participar. Posteriormente, após ter se “familiarizado” com as disciplinas e/ou os professores, dirige-se ao setor de Erasmus e Intercambistas e matricula-se nelas.

Quais os sistemas de avaliação utilizados no curso?  

O curso faz avaliações contínuas, na minoria das vezes, isto é, o professor “facilita” na prova para aqueles que participaram normalmente das aulas; também exige alguns trabalhos e consequentemente atribui nota; mas a nota primordial vem por meio da prova (chamada pelos portugueses de Frequência); caso não se consiga nota igual ou superior a 12 na frequência, faz-se uma segunda prova (Exame) e ainda, se não atingir nota suficiente uma terceira prova, a Oral. Lembramos que a nota máxima é 20. E dificilmente fica-se com menos de 12, tendo participado das aulas, feito os trabalhos e uma prova razoável, pelo menos.

Como as aulas aconteciam? Qual era o esquema pedagógico?  

As aulas eram expositivas, isto é, transcorriam normalmente com as considerações do professor; este utiliza slides, na maioria das vezes; pede poucos trabalhos; assim como poucas intervenções por parte dos discentes. Alguns professores levam os alunos para conhecer a cidade, no caso Lisboa e outros pontos de Portugal, através de aulas de campo.

Em relação à qualidade do curso, você o considera melhor, pior ou equivalente ao seu curso na UFAL? Em que sentido?

Não posso caracterizar como melhor ou pior o curso de Serviço Social em Lisboa, Portugal e em Alagoas, Brasil, pois reconheço quão grande é a diferença sócio-econômica e até geográfica-política de ambas as realidades. Posso dizer, entretanto que, em termos de estruturas (infra-estrutura, laboratórios, oferta de congressos e seminários, etc.) alguns cursos de Portugal destacam-se se os relacionamos com nossa realidade brasileira; porém no que diz respeito a formação do aluno, oferecendo a ele os instrumentos primordiais para lidar que essa realidade desigual e injusta (e por fazermos Serviço Social) a Universidade Federal de Alagoas, oferece um Projeto Político Pedagógico mais criticista e situado a questão social brasileira. Os alunos portugueses, mesmo os das Sociais, não são chamados a luta constante e necessária; estão portanto, satisfeitos com as condições sociais de Portugal perante a Europa e o Mundo. 

Quais das seguintes facilidades eram oferecidas pela Universidade/ Faculdade?

[ X] Biblioteca                                 [ X ] Restaurantes/ Lanchonetes

[ X] Computadores                          [ X ] Centro Esportivo

[ X] Alojamento                               [  ] Mentor

Você teve dificuldade para acompanhar as aulas devido a problemas com idioma?

Poucas dificuldades e somente quando na participação das primeiras aulas. Mesmo sendo língua portuguesa, e caímos na ilusão de que é igual. Mas é difícil sim de compreender o que dizia o (a) Professor (a) logo nos primeiros contatos, mesmo porque quando não se compreende uma palavra, perde-se todo o período de raciocínio. Também algumas disciplinas têm bibliografia essencialmente em inglês, mas cabe ao aluno escolher àquelas que mais lhe serão úteis e facilitadores de conhecimento e articulação.

Integração


Houve atividades de recepção/ integração para os estudantes estrangeiros? Como foram? Eram organizadas pela escola ou pelos estudantes locais?

Houve, mas não especificamente organizadas pela Universidade ou os Institutos. Na verdade a Universidade, através do ISCSP fez apenas uma reunião com alunos oriundos do Brasil e de outros países da Europa na ocasião, somente para apresentar as instalações principais e básicas do Instituto. No entanto outras entidades, sejam associações de estudantes, agências, etc. organizam eventos destinados aos Erasmus (que são os intercambistas dentro dos países europeus), mas os brasileiros também entram neste grupo; são jantares, encontros em boates, visitas guiadas por pontos turísticos de Lisboa e até de outras cidades de Portugal, etc.

Você teve mais contato com estudantes nativos ou com estrangeiros?

Como foi a receptividade dos professores? Eram acessíveis fora das aulas?

Tive mais contato com estudantes brasileiros, mesmo porque são muitos em Portugal, mas também conheci e convivi com alunos de outras nacionalidades, tais como: Turquia, Lituânia, Polônia, Itália. Posso dizer que participava de grupos de alunos que abrigava pelo menos um desses membros anteriormente citados, e ainda os portugueses. Quanto aos professores a receptividade foi muito simples e incomum, se consideramos a receptividade do povo brasileiro, pois lá em Portugal, basta que digas de onde vens e qual o seu nome e já estarás “conhecido” dentro da sala de aula. Somente no decorrer do curso tornar-se-á mais próximo ou não do professor e dos alunos. Fora da sala os professores são acessíveis, e em meu caso, por exemplo, sempre fui recebido quando me dirigi a algum deles. Quanto aos alunos portugueses, esses são ainda menos espontâneos.  

Burocracia

Houve problemas em relação ao visto? Alguma dica para facilitar o processo?

Não, nenhum problema que tenha comprometido minha ida para Portugal. A dica que deixo: se tiverem pelo menos a intenção de inscrever-se no processo, pois irão querer ir a Portugal, dêem entrada em documentos como Passaporte e seguro saúde (PB4), mesmo antes de serem selecionados, pois facilita o processo posteriormente a seleção.

Você teve que se registrar no país onde realizou intercâmbio? Como foi esse processo?  

Ainda aqui no Brasil, evidentemente, recebemos um visto que equivale por três meses aproximadamente; acabando este tempo ou mesmo antes, isto é, já estando em Portugal, deve-se entrar em contato com o SEF, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, que fica na Região de Marques de Pombal, Lisboa e requisitar o Visto de Residência. Para isso deve marcar dia e horário através de telefonema. Paga aproximadamente 30 euros e eles põem a validade de seu visto de acordo com o tempo que você ficará no país. Não se preocupem, no SEF tem uns portugueses pouco agradáveis, mas também trabalham alguns brasileiros muito simpáticos e ágeis, como um bom Pernambucano, por exemplo.

Outra dica que deixo é que apareçam também no Consulado do Brasil em Portugal, na Praça Camões/Bairro Alto, Lisboa e se registrem; lá você deixará seu endereço (em Portugal) e eles lhe enviarão uma carteira atestando que têm conhecimento de sua presença em Portugal; isso é importante, pois nunca sabemos o que nos acontecerá.

Na universidade/ faculdade, que documentos você teve que fazer?

Documento
Qual a taxa?
Comprovante de matrícula
Sem taxa
Pagamento de seguro
Quase três euros
 
Alojamento

Você morou em:

[ X ] Alojamento da Universidade/ Faculdade

[  ] República

[  ] Casa de Família

[  ] Apartamento alugado

(  ) Individual      ( X) Com outros estudantes
          
Foi necessário depósito de segurança? Como os pagamentos eram realizados? Era necessário permanecer por um tempo mínimo?

Não foi preciso fazer depósito de segurança, mesmo porque em meu caso e de outros estudantes que comigo ficaram em Lisboa, já havíamos saído do Brasil com a garantia de que ficaríamos numa Residência Universitária da UTL, logo, o processo de contrato e pagamentos, só fizemos ao chegar lá; se paga no dia que ingressa na residência o valor estipulado e somente depois de um mês e assim por diante. No caso da UTL, o pagamento é feito nos SASUTL – Serviços de Ação Social da UTL, que fica na Rua da Junqueira, próximo ao Hospital Egas Muniz e o Centro de Congressos de Lisboa. Chegando lá se faz um contrato que especifica o tempo que você permanecerá servindo-se da Residência Universitária. Em meu caso, pagava 120 euros por mês.

Se ficou em alojamento, qual a qualidade do alojamento em que você ficou com relação à limpeza, conforto e facilidades oferecidas?

Refiro-me a Residência Faculdade de Motricidade Humana I e II e restritamente a I, que é satisfatoriamente confortável, o quarto é para três pessoas e é bem amplo. A partir do térreo há dois pisos acima, que oferecem banheiros masculinos e femininos, cozinhas, salas de leitura, laboratórios de informática, lavanderia, sala de convivência. No térreo há a sala de convivência (com poltronas e TV), o laboratório de informática e a lavanderia e secadora. Além de cozinha, sala de leitura e banheiro para os residentes do térreo. Para os outros dois pisos há banheiros, cozinha e sala de leitura. As mulheres ficam de um lado do corredor e os homens do outro e a cozinha de cada piso e para todos os residentes do piso (homens e mulheres). São trocadas as roupas de cama e toalhas uma vez por semana e têm empregadas imbuídas de limpar os quartos e os banheiros, assim como a cozinha. Porém são os usuários residentes quem devem zelar mais pela cozinha e pelas louças que utilizam.

Sua hospedagem era próxima à escola e/ou próximo a lugares interessantes?

Em pouco mais de trinta minutos, após pegar dois ônibus, estava no ISCSP, que fica no Alto da Ajuda. A residência que fiquei situa-se na Cruz Quebrada-Dafundo, distrito de Oeiras. Ao lado tinha a Faculdade de Motricidade Humana, também da UTL, o Centro de Estágios e o Estádio Nacional, além disso, um Parque privado que oferecia diversas modalidades esportivas. A pouco mais de 20 minutos de Comboio (metrô), poderíamos chegar a Cascais, onde se encontram as praias mais visitadas e badaladas da grande Lisboa (no verão), onde se pode também fazer belos passeios de bicicleta por sua orla singular e (nesta região pode-se pegar um ônibus e chegar facilmente até o Cabo da Roca, um dos pontos extremos de Portugal); antes desta, há a freguesia de Estoril (que detém o famoso Cassino de Estoril, um dos maiores da Europa). No meu percurso para a Faculdade passava por uma das regiões mais bonitas de Lisboa e uma das mais visitadas pelos diversos turistas, que é Belém, esta freguesia oferece como atrações turísticas da culinária: os Pastéis de Belém e restaurantes que apresentam comidas a base de frutos do mar e bacalhau, acompanhados de um bom vinho português; há ainda a Torre de Belém, (e vistas para o rio Tejo) o Padrão aos Descobrimentos, o Mosteiro dos Jerônimos, O Museu Nacional dos Coches (o mais visitado de Portugal), dois bonitos jardins com fonte de águas, o Centro Cultural de Belém, enfim é a região onde mora o Presidente da República Portuguesa, mais acima passava pelo Jardim Botânico de Lisboa e o Palácio Nacional da Ajuda. E finalmente chegava-se ao Instituto Superior de Ciências Socais e Políticas, que tem ao seu lado o Refeitório, a Faculdade de Arquitetura e a Faculdade de Medicina Veterinária. As outras faculdades da UTL encontram-se noutros pontos de Lisboa.

Clima

Quais as condições climáticas que você enfrentou?

Em Lisboa pode-se dizer que enfrentei muitas oscilações na temperatura. Quando cheguei, em setembro, a temperatura variava entre 24 e 28 graus. Em novembro já havia uma média de 16 e até de 11 graus. Finalmente no inverno e a noite, principalmente, houve momento em que a temperatura baixou para 3 graus, tendo uma média diária de 6 a 9 graus. Mesmo nestas ocasiões o Sol ofusca nossa visão, pois irradia muita claridade, porém, muitas vezes, em termos de calor, é como se não existisse, daí a necessidade de usar pelo menos um breve casaco, mesmo nos dias de sol.

Que roupas você aconselha que sejam levadas para o mesmo período?

Roupas grossas e roupas que aqueçam internamente também, as chamadas “segunda pele”. Mas também aconselho que, se ainda não dispuser de roupas apropriadas para o frio europeu, compre o mínimo, deixando para implementar seu guarda-roupa em Portugal. Lá você comprará roupas de frio de acordo com a necessidade que for surgindo e em preços compatíveis com os brasileiros, muitas vezes até mais baratos.

Seguro Saúde

Você já possuía seguro saúde de cobertura internacional aqui no Brasil ou precisou comprar para a viagem? Qual?

Não possuía. Comprei o chamado PB4, que é referente ao acordo Portugal-Brasil. Na ocasião precisei pagar pelo menos uma mensalidade à Previdência Social para ter direito ao seguro. Ele pode ser adquirido em Maceió, no edifício dos Palmares, na Coordenação do SUS. Chegando a Portugal deve se dirigir ao Centro de Saúde de sua Freguesia (onde mora), é como se fosse um PSF e lá apresentará o documento que leva do Brasil e eles lhe darão um novo documento, que você usará, caso precise ser atendido.

Você precisou usar o seguro saúde durante o período de intercâmbio? Teve problemas de atendimento?

Não, eu não precisei; mas amigos meus que necessitaram ser atendidos em Centros de Saúde, não tiveram problemas que comprometessem o atendimento.

Custos

Alojamento: 120 euros mês

Transporte: 31 euros mês; Ônibus/Metrô/Elétrico em toda a área de Lisboa

Alimentação: 200 euros aproximadamente

Outros: 80 euros aproximadamente

Total aproximado/mês: 431 euros aproximadamente


Observação: é importante salientar que esses valores são relativamente subordinados aos hábitos e as regiões aonde venham a habitar cada um; também no primeiro mês esse valor (em meu caso) foi superior, cheguei a gastar mais de 900 euros no primeiro mês; motivos: compram-se alimentos e outros elementos em locais não muito baratos, por não se conhecer os mercados mais acessíveis; fazem-se refeições em locais mais sofisticados, logo mais caros; visitam-se mais museus e vai-se mais a festas e ao encontro de conhecer coisas novas, geralmente nas primeiras semanas. Desde já aconselho que se visite aos Museus especialmente aos domingos, tem um horário grátis, que se compre alimentação nas redes de mercado Pingo Doce ou Mini Preço e que se almoce, preferencialmente nos refeitórios da sua Universidade.

Conclusão e Sugestões

Qual o valor do Programa de Intercâmbio para sua vida pessoal, acadêmica e profissional?

Nessas três categorias de revitalização de conhecimento, é indubitavelmente necessário torná-las única, isto é, crescimento de vida. Algo que nenhum livro e nenhum professor será capaz de incutir em nossa mente ou em nossos comportamentos, pois, além de fazermos um processo de assimilação daquilo que víamos, também vivíamos com muita intensidade e vontade de abstrair o máximo das novidades e até daquelas coisas que, por repetir, tornaram-se rotinas. Também corriqueiramente vinha em nós a idéia de que o fato de pertencer a um país; fazer parte de uma pátria é muito importante. É valorativo para quem quer reconhecer-se e ser identificado enquanto cidadão – e um exemplo simples deste pertencimento ocorre exatamente quando nos deslocamos do nosso país para um outro. Não sabemos verdadeiramente do comportamento dos outros, mas muitas vezes sentimo-nos invadindo o lar dos outros, como se adentrando numa casa sem pedir licença... Por isso, nós brasileiros, fizemos de tudo para não ofender, nem destratar, mas ao contrário, admirar e tentar viver a sensação de estar presente no lugar que não lhe assegura patriotismo, nem cuidado, nem “proteção”. Não se deve esquecer, entretanto, de praticar um olhar crítico e observador, inclusive para aprimorar nosso próprio senso de patriotismo e nacionalismo.

Se não é pedir muito, solicito a permanência absoluta do intercâmbio, pois além de fazer com que as Instituições Financiadoras cumpram seus papéis sociais, logo de responsabilidade social, também contribuam para o crescimento intelectual e experienciativo de muitos universitários residentes e academicamente praticantes em seus respectivos Estados, mesmo porque também serão recompensados de outras maneiras; também assim, a Universidade internacionaliza-se com mais vigor e forma alunos com visão de mundo mais abrangente.

Quais sugestões você dá a UFAL para melhorar o suporte aos alunos que pretendem fazer intercâmbio?

Evidentemente maior empenho e acompanhamento no processo pós-seletivo as coordenações, isto é, logo depois de ser selecionado pelo (a) coordenador (a) e curso e depois de passar pela entrevista, ou seja, nos trâmites burocráticos que viabilizam a preparação de documentos, tais como Seguro Saúde, Passaporte, Visto. É verdade que essas ações devem ser efetuadas mais pelos alunos no processo do que mesmo pela Universidade; sugiro, entretanto, empenho e acompanhamento nessas questões, no que diz respeito a orientações e na ajuda de planejamento dessas demandas. Mais que isso, e por ser do interior, solicito atenção especial aos alunos do Campus Arapiraca e dos Pólos (Palmeira dos Índios, Viçosa e Penedo), pois presumo que outros alunos com essas características serão certamente selecionados para os próximos intercâmbios. E para que esses não fiquem à margem do processo, somente por questões críticas geográficas e muitas vezes financeiras.

O setor responsável por todos os trâmites legais, na UFAL, é a Assessoria de Intercâmbio Internacional - ASI. Também é por meio desse portal que você fica sabendo sobre os principais ediais relacionados a intercâmbios internacionais; o endereço eletrônico é: http://www.ufal.edu.br/asi

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Histórias Malditas - Um Espírito/Conto Geracional

Numa região serrana, um pobre animal tornou-se a vítima de um espírito sem rumo. Este espírito atrasado, desvirtuado e maléfico, tornou-se dominador e massacrador do referido animal (uma jumenta). Geralmente esses espíritos apossam-se ou atacam seres humanos, mas desta vez resolveu assolar e assombrar as noites de um pobre e inocente animal.
Esta jumenta dormia próximo de algumas casas e uma senhora presenciava, à distância, todo o tormento do pobre animal.
Após a meia-noite, chegando-se a madrugada, a mulher ouvia coisas horríveis que até mesmo ela arrepiava-se e sentia-se inconformada com o sofrimento da pobre jumenta.
Acontecia exatamente o seguinte: A jumenta começava a relinchar muito, como se percebesse a presença do espírito ruim, que se aproximava dela com planos terríveis de fazer sofrer sem que merecesse.
Depois, o dominado animal ficava indefeso, por mais que pulasse ou corresse não conseguia se livrar do espírito, como se ele grudasse em seu corpo, no seu interior. Então ela continuava a relinchar de forma descontrolada, soltava fortes "urros", "berros" e enormes gemidos dolorosos.
O sofrimento do animal era perceptível, ela gemia de dores, de medo. O abominável espírito atrasado parecia bater muito na jumenta, surrava-lhe, maltratava-lhe até perto do amanhecer. Só a senhora que morava na casa ao lado ouvia e também sofria junto com o animal.
Nos dias seguintes aos maus tratos, as pessoas não entendiam, pois o animal estava muito estressado, cansado, machucado e impaciente.
Só a mulher sabia o que a pobre jumenta suportava todas as noites e previa mais sofrimentos, ainda incontáveis, desmedidos e arrasadores que o animal aguentaria durante as noites que possivelmente viriam.


JaloNunes.
Copiada de: gamemagazine.com.br

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Poesia - Morrer

Na noite
Em que se retrai um olhar
Rápido como um açoite
Meu ser põe-se a desmoronar.

Ora, tudo ainda existe!
Algo sem matéria me toma
Minha reação não insiste
Nem meu comando retoma.

A porta abre-se
A brisa toca-me e eu sinto-me
O meu eu aconchega-se
E daquele envolvimento eu não livro-me.

A essência do meu eu se fecha
Meu olhar nada percebe,
Tento ouvir por uma fresta
Que a mente ainda concebe.

Eu sinto-me como sou!
Envolto pelo Universo,
Em matéria estava, em essência estou
E com ela eu converso.

Essa linguagem é exclusiva,
Ela é maravilhosa, pura,
É verdadeira, não distorce, é concisa;
Liberta o eu, amarra o eu, machuca e cura.

Isso não é solidão!
Isso é viver, ao menos um segundo
Ouvindo a essência, a mente, o coração
Sentindo-me protegido da agressividade do Mundo.

Não estou dormindo!
Estou renovando-me como ser humano,
Ainda estou descobrindo,
Aperfeiçoando-me e pela essência falando.

Que tal tocar meus pés no chão?
Sentir o que me sustenta!
E levantar minhas mãos?
Agradecer e ouvir o que me alimenta!

Agora, tudo está a se transformar!
Ouço sussurros, desesperos. Choro?
Alguém me chama. Estou a dormitar?
Ouço o som de um Coro!

Céus! Como pude transmigrar?
Como pude transcender?
Nada me ofende, me faz maltratar,
Coage-me, me distorce, me faz sofrer!

Acompanha-me a saudade,
A lembrança, a satisfação,
Mas agora vivo na verdade!
Serviu-me a bondade, me serviu a contemplação.
JaloNunes.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Fichamento - Cap. I - O que é, como surgiu?

Antes de qualquer coisa, é preciso que se aponte – ao menos por pouco tempo – o que venha a ser um Fichamento; de acordo com Bosi (2001), existem alguns tipos de Fichamentos. O mais usado é o Fichamento de citação, no qual são ressaltadas as partes mais importantes do texto lido (indicando as páginas).
Outro tipo – também muito usado, é aquele que você lê um livro ou texto e escreve comentários a respeito. Destacando trechos que julgar importantes.
Todo Fichamento deve iniciar com a referência bibliográfica do material a ser fichado, conforme abaixo:

SANTOS, Rafael José dos. Cap. I: O que é, como surgiu? In: Antropologia para quem não vai ser antropólogo - Porto Alegre: Tomo Editorial, 2005. (“Série para quem não vai ser”. I).

Disponível em:
http://www.crunchyroll.com/homo
Acesso em out. 2011.

Capítulo I: O que é, como surgiu?
Que assuntos podemos encontrar, enquanto temas da Antropologia?
Ø    Temas relativos ao meio ambiente, ao turismo, ao esporte, às organizações, à educação, à sexualidade, à nutrição, à globalização, à violência, à moda, ao cinema, à família, à internet, ao suicídio, etc. Todos numa “perfeita harmonia” com as especificidades de cada realidade.




Que é a Antropologia?
Ø    É uma ciência, o que dá aos antropólogos o título de cientistas, mais especificamente cientistas sociais. É um conjunto de teorias e diferentes métodos e técnicas de pesquisa, na tentativa de compreensão da realidade e da cultura humana em comunidade. Para isso necessita do auxilio dos estudos de campo, assim como da observação do profissional. Mas nem sempre foi assim.
 
Onde e como surgiu a Antropologia?
Ø    Segundo o texto, seus primeiros passos ocorreram aproximadamente na segunda metade do século XIX, no continente europeu, tal qual a Sociologia, ciência similar. 

Que fatores concorreram para a formação da Antropologia?
Ø    De acordo com SANTOS (2005, p. 20) “surgiu do processo de expansão do Capitalismo, mais precisamente através do colonialismo e do imperialismo das nações ricas, que estendiam seus domínios a lugares remotos do mundo”.

As buscas dos primeiros antropólogos:
Ø    Procuravam conhecer as sociedades mais exóticas, porém não coletavam seus dados de maneira direta, mas necessariamente precisavam do auxilio dos missionários e mercadores, além de militares e funcionários coloniais, que lhes forneciam as informações mais interessantes.

Os Clássicos da Antropologia:
Ø    Destaquemos A Sociedade Primitiva de Henry Lewis Morgan (1818-1881), norte-americano e O Ramo Dourado de James Frazer (1854-1941). Tais quais as obras, os autores são também clássicos e referenciais teóricos da antropologia.

Que correntes de pensamentos influenciavam os primeiros antropólogos?
Ø    A corrente Positivista, a Evolucionista e a dos Determinismos Geográfico e Biológico. Outro fator importante na influência dos primeiros “profissionais” (diga-se de passagem, uma ausência) o fator pesquisa de campo, predominante na atualidade.

Quanto ao Evolucionismo Social:
Ø    Os defensores do evolucionismo, Lamark (1744-1829) e Darwin (1809-1882), que acreditava na evolução das formas mais simples para as mais complexas e na seleção natural das espécies, respectivamente, influenciaram bastante os demais campos de conhecimento de suas épocas. Morgan usou-se do evolucionismo para justificar o desenvolvimento da humanidade em três estágios: selvageria, barbárie e civilização. Enquanto Frazer defendia três fases: magia, religião e ciência.

A influência Positivista:
Ø    Influenciado pelas ciências da natureza, surge o Positivismo, como resultado também dos esforços de Augusto Comte (1798-18567) que pensou na possibilidade de uma ciência da sociedade que se baseasse nos mesmos métodos de observação das ciências naturais. Comte denominou esta nova ciência de Sociologia, (Santos, 2005, p. 24) e este pensamento marcou profundamente o desenrolar da Antropologia.

Ainda de acordo com Comte, o homem passara por três fases: teológica ou factícia, metafísica ou abstrata, científica ou positiva, leia-se mitologia, filosofia e ciência.
Porém, com o passar dos tempos, os estudiosos da sociedade perceberam a ineficácia quando se estudava a sociedade da mesma forma que se estuda a natureza. E todas essas atribuições dadas por todos esses estudiosos, anteriormente citados, passaram a ser questionadas pela Antropologia.

A ideia de Meio e raça, como agem no indivíduo?
Ø    Usando-se de um “determinismo geográfico”, a ideia de que o “homem é produto do meio”, foi usada durante muito tempo por geógrafos e antropólogos para explicar a variedade cultural e a “superioridade” de uma sobre outra. Porém, mais tarde isso foi superado, e a Antropologia mostrou que podem conviver diferentes indivíduos e com culturas distintas, em uma mesma comunidade. Já o “determinismo biológico” pretendeu explicar o aguçamento evolutivo de uma raça sobre a outra. A Antropologia explicou contrariamente que, o que faz uma raça parecer inferior à outra, é fato de que esteve ou não associada à práticas de subalternização ou inserida em contextos de escravidão, por exemplo.

Quanto à Cultura:
Ø    Seguindo o raciocínio de Laraia (1988, p. 100), o autor aponta que existem duas formas básicas de metamorfoses culturais: uma interna e outra externa [a globalização é um exemplo de mudança e influência externa] (LARAIA apud SANTOS, 2005, p. 30).

Ainda define cultura como um conjunto de comportamentos, saberes e saber-fazer característicos de um grupo humano ou de uma sociedade dada, sendo essas atividades adquiridas através de um processo de aprendizagem, e transmitidas ao conjunto de seus membros (Idem, p. 120).

Etnocentrismo: julgamento próprio para o desconhecido:
Ø    O Etnocentrismo define-se como uma prática que dificulta o indivíduo quando em contato com a cultura externa, diferente, uma vez que, impede a compreensão e aceitação de outros valores externos. Nossos valores culturais, estão incutidos bastante profundos e impedem que nos relacionemos ou nos identifiquemos com costumes alheios ao nosso mundo.

A importância do estudo da Antropologia, neste aspecto, está em relativizar esses costumes e práticas (nossos e dos outros), de maneira a tolerarmos outras atitudes culturais.

Finalizando:
Notamos a trajetória feita pela Antropologia, de acordo com seus momentos históricos e suas respectivas mudanças. Às vezes fortemente atrelada e influenciada por outras tendências de pensamento, mas sempre em busca da superação e aperfeiçoamento de seus métodos de estudo e de compreensão da realidade. Desvendando enigmas, quebrando tabus e escrevendo sua própria história; favorecendo a compreensão de nós mesmos pelas coisas que realizamos e formas culturais que praticamos, na comunidade.