NOTÍCIAS FRESQUINHAS

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

2 - Orquídeas encontradas no Município de Palmeira dos Índios/AL

Em agosto deste ano nós fizemos a primeira postagem sobre as orquídeas encontradas no referido Município. Agora, apresentamos mais 6 gêneros de orquídeas epífitas e terrestre.
Encyclia Oncidioides.
Encyclia Oncidioides.
Encyclia Oncidioides.
Oeceoclades maculata.
Oeceoclades maculata.
Oncidium cebolleta.
Oncidium cebolleta.
Oncidium cilliatum.
Oncidium cilliatum.
Prostchechea fragrans.
Prostchechea fragrans.
Prostchechea fragrans.
Polysthachya estrellensis.
Polysthachya estrellensis.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Resumo 7 - Prefácio à 2ª ed. da Crítica da Razão Pura, de I. Kant


Será que existe um caminho seguro para a ciência trilhar? Ora, é possível que exista, mas para isso será necessário abandonar a possibilidade de parar diante de uma permanência ou de uma inseparabilidade do objeto em questão, ou em caso de dúvidas voltar para o princípio e mudar os rumos, ou ainda se não houver partilha do objeto comum com os diversos colaboradores. Então, para que seja encontrado um caminho seguro se deve trabalhar com a razão e abandonar as coisas sem conteúdo (vãs). A ciência deve conter essencialmente o fator razão, com um conhecimento a priori e este conhecimento racional pode relacionar-se com o seu objeto ou de maneira a determiná-lo, simplesmente, ou um pouco mais além a ponto de realizá-lo.
Disponível em: www.casasbahia.com.br
Há muito tempo a Lógica veio trilhando esse caminho seguro e é notável que ela sequer deu um passo adiante, porém os indícios sempre a julgam acabada e concluída. Alguns modernos quiseram lhe ampliar com elementos psicológicos, metafísicos e antropológicos, entretanto isso não ampliou, mas desfigurou seus limites. A Lógica está com suas fronteiras rigorosamente estabelecidas, é só observar que ela apenas expõe, pormenorizadamente e provam rigorosamente as regras formais de todo o pensar. A Lógica nada mais é do que algo anterior à ciência, uma espécie de base.

Atendendo a outras formas de conhecimento, que vão além dos conhecimentos propiciados pela razão, temos a Matemática e a Física, com seus conhecimentos teórico-racionais, determinando seus objetos de estudo também de forma apriorística, inteiramente puros.
As primeiras apresentações Matemáticas talvez tenham sido os elementos mínimos das demonstrações geométricas e o triângulo isósceles, isso segundo o que diz Diógenes Laércio. A Matemática surgiu, provavelmente, entre os egípcios; depois apareceu entre o admirável povo grego, já seguindo o seguro caminho da ciência.
Foi com o engenhoso Bacon de Verulam, há aproximadamente um século e meio, que a Ciência da Natureza obteve ações efetivas; é claro que ela já vinha há tempos buscando a estrada real da ciência, só que vergonhosamente. Essa posição real da Ciência da Natureza aconteceu também graças a Galileu, a Torricelli e mais tarde a Stahl. A Ciência da Natureza deve, portanto, agir, impor, induzir a natureza a ceder as respostas que precisa.  E assim também a Física se firmou no campo das ciências procurando na natureza o que a razão ali depositou e, a partir dali, aprender.
Foi graças a revoluções repentinas que não só a Matemática como a Ciência da Natureza estabeleceram suas importâncias e na analogia com a Metafísica nos passam até hoje a ideia de que todo o nosso conhecimento deve acomodar-se ao objeto, porém, tudo o que foi feito para apurar algo a priori sobre tais objetos não vingou; é mais viável, então, entender e buscar os objetos do nosso conhecimento, ou depois da experiência, sendo que esta última é mais eficaz, pois a experiência é um modo de conhecimento que pressupõe entendimento, pois, antes que qualquer objeto nos dê a priori a sua face, já temos em nós as regras do entendimento.
A priori é limitada e não nos faz transcender o limite da experiência possível, daí termos as coisas apenas como fenômenos, pois mesmo sabendo a validade de suas realidades ainda se apresentam desconhecidas. O que Kant chama de incondicionado nos induz a ultrapassar os limites da experiência e de todos os fenômenos; ele não se encontra nas coisas como elas são, pois essas coisas se conformam com o nosso modo de representação e o incondicionado não, ele está nas coisas enquanto não as conhecemos.
A razão especulativa recusou todo o progresso de domínio que detinha o Supra-sensível, esta razão bem que poderia deixá-lo vazio, mas nada impede de preenchê-lo a medida do possível, com dados práticos. A Crítica da Razão Pura consiste na tentativa de transformar o método até então usado pela Metafísica, fazendo-o passar por uma total revolução. Ela é uma unidade à parte, suficientemente pessoal, que possui várias funções, agindo individualmente e ao mesmo tempo em conjunto, sendo que cada princípio é rigorosamente examinado.  A Crítica da Razão Pura deve ser privilégio do filósofo especulativo, sendo ele o detentor dela, não devendo, em hipótese alguma, tornar-se popular, pois o povo costuma somente entender argumentos engenhosamente traçados como teias e fazer interpretações aparentes, empíricas da realidade em questão.
Numa rápida e superficial olhada na Crítica da Razão Pura é possível se detectar os pontos positivos e os negativos. O ponto negativo é aquele que nos chama a atenção quanto a limitação, a respeito de um conhecimento através da razão especulativa. A positividade é que nos damos conta de que a razão especulativa, ao ousar ultrapassar os limites, consegue não uma extensão, mas apenas uma coarctação do uso da nossa razão. A Crítica da Razão Pura ultrapassa os dados sensíveis, sem o auxílio da razão especulativa, portanto, é ilógico negar a importância da Crítica, e é a parte analítica desta crítica que vai provar a impossibilidade de conhecer objetos como coisas, mas sim como fenômenos. É bom também lembrar que para se conhecer algo é necessário, de princípio, ao menos pensar este algo (objeto).
Não dá para se conhecer a liberdade pela razão especulativa e muito menos pelo dado sensível, entretanto é possível pensar a liberdade no sentido mais estrito; pode-se admitir a liberdade como sendo a moral, porém a razão contradiz a liberdade e a moralidade, devendo então, substituí-las pelo mecanismo da natureza. Para a moral basta que a liberdade seja pensada e penetrada a fundo sem oposição de obstáculo quanto ao mecanismo natural.
A Filosofia é uma importante aliada da Metafísica, e nestas condições ela deve ser muito cuidadosa, no que diz respeito à Dialética da Razão que é natural à Metafísica. Ela deve, portanto, resguardá-la definitivamente de todas as influências que causem dano ou que levem ao erro.
A Crítica vem para impedir que se façam conclusões incompletas, que se falsifiquem doutrinas por não se encontrarem respostas convincentes, ou melhor, satisfatórias. “Só a Crítica permite cortar o mal pela raiz”.
“A Crítica é a propedêutica, provisória e necessária, para a promoção de uma Metafísica completamente sólida como ciência que, deverá ser elaborada em forma dogmática e conforme as exigências mais rigorosas da sistemática, em moldes escolásticos, sem a influência popular, pois a sua tarefa será inteiramente a priori”.
Imagem disponível em: edmarciuscarvalho.blogspot.com

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
KANT, Immanuel. Textos Seletos. Vozes: Petrópolis, 1974.

JaloNunes.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Poesia - Ilusão Simbiótica

"Simbiose". Imagem extraída de: marcoaureliorocha5.blogspot.com
Imagem (editada) disponível em: planetaazul.ning.com 
Imagem retirada de: povodearuanda.wordpress.com
Ao te ver chegar... Que percepção?
Um inferno no astral se instala;
Numa gruta de fel emboco,
O chão eu adentro, então...
Faz-se um círculo de tempestades
E essas borrascas rasgam o céu!
Em minhas cabeças esvoaçam pedregulhos,
Caçotes e morcego, gravetos, cavalos e corcel...

Larvas venosas e ventrais
Esvoaçam em veias mortais e
Em deletérias calmas esvaem-se...
Soluços caducos morrem e desdenham em ais;
De uma vida humana medíocre
Essa minha, essa tua, demente!

Decepa-se meu animal instintivo
E resta-me uma soberba, uma mácula infeliz:
De humanidade e perdão inativo...
Sem dores frescas, mas enfadonhas!

Ao te observar: qual é a sensação?
Uma tumba se eleva e rasga-se:
Em cascalhos e cacos cortantes, em sangue fumegante!
Uma maldita mortalha negra
Vazada, caseira e tristonha, em vão...
Cobre minha pequena vida e mostra-me
Uma verdade obscura, real e ativa, latejante!

Eu morro em minha sociabilidade atribuída
E larvas sobem e descem e descem e sobem...
E se instalam em cavernas de dor, sem...
Que sejam doloridos os ímpetos e sopapos...

Em cavernosos semicírculos e em igaçabas
Argilosas e frias; resta a mágoa, da ausência de um amor pedinte!
E esquenta tudo, tudo o que é meu, e queres que seja teu...
E sobre tudo ascende e abaixa a paixão, desce a vida à condição de precisado...
Mas tudo sobe... E se enfeita de águas salgadas, pelo prazer seu,
Mesmo sem haver o mar entre nós...

Há ainda uma lua branca e um véu negro a enfeitá-la...
Eu faço rasgar o teu casulo de tédio e você...
Atribui-me o predicado de inesquecível!
Nada em mim muda, exceto na maneira corruptível...
Doentia e tendenciosa, como irão me ver...!

JaloNunes


Esta poesia foi premiada no VI Concurso Prosa e Verso Jofre Soares(2014)(âmbito regional), concurso este realizado regularmente (a cada 2 anos e homenageando diferentes pessoas ilustres da arte e da cultura do município de Palmeira dos Índios) pela Academia Palmeirense de Letras, Ciências e Artes - APALCA, de Palmeira dos Índios/AL.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Resumo 6 - Manifesto do Partido Comunista, de Marx e Engels

I

BURGUESES E PROLETÁRIOS


A história das sociedades resume-se em: opressores e oprimidos, numa constante oposição, terminando com uma transformação revolucionária ou com o declínio comum de uma das classes em luta.
Disponível em: www.oblogvoador.com.br
A Burguesia caracteriza-se não por ter eliminado os antagonismos, mas por ter estabelecido através de conflitos duas classes inimigas entre si: Burguesia e Proletariado.
Os industriais milionários, por sua vez, além dos chefes de exércitos industriais e os burgueses modernos atropelaram todos os elementos que designavam o trabalho de cada classe, especialmente envolvidos pelas grandes transformações que lhes contaminavam, o trabalho tornou-se então uma excelente mercadoria para propiciar lucros. Assim também o progresso político acompanhou cada avanço da Burguesia. Esta conquistou o domínio político e dilacerou, destruiu todas as atividades até então consideradas dignas, pois agora tudo se movia em função do comércio burguês.
A Burguesia ainda revolucionou todo o conjunto das relações sociais e fez parecer que: “tudo que é sólido é estável, se volatiliza, tudo que é sagrado é profano e os homens são finalmente obrigados a encarar com sobriedade e sem ilusões sua posição na vida, suas relações recíprocas”.
A necessidade de novos mercados fez a burguesia vincular-se em todas as partes, dando a toda produção um caráter cosmopolita assim como ao consumo em todos os países. Houve, conseqüentemente a queda de grandes industriais, a necessidade de novas matérias-primas e a interdependência universal das nações, tanto em âmbito material quanto intelectual.
A burguesia, com suas “parábolas medíocres e mentirosas, através de suas ‘profecias e defesas de novos ideais’ utópicos (para os proletários e os pobres)” arrastou até os bárbaros para a civilização, obrigou várias nações a se tornarem burguesas. Numa palavra, criou o mundo a sua imagem e semelhança e submeteu o campo à cidade, aumentando a população urbana. E ainda, submeteu países bárbaros e semi-bárbaros aos civilizados, os camponeses aos burgueses, bem como o Oriente ao Ocidente.
Construiu a centralização política e dominou todas as outras classes por séculos, fazendo renovações bem maiores do que tantas outras das gerações passadas.
O que constituiu a burguesia foram os meios de produção e de troca, produzidos no interior do sistema feudal e dando a aurora para o capitalismo. Porém, as crises sociais fizeram com que a burguesia se desestruturasse, pois, muitas vezes cria riquezas e lança produtos no mercado a ponto de mais poder dar conta e se auto-desmoronar, mas sempre consegue vencer as crises e as baixas de capital, usando-se da destruição de emancipações de outras classes e de novas formas de produção e da conquista de novos meios de produção, preparando e diminuindo seus gastos e arrecadando mais lucro, através do uso da mão-de-obra explorada.
A burguesia construiu as armas que posteriormente voltaram-se contra si mesma e também os homens (soldados incansáveis por justiça e dignidade trabalhista) para manusearem tais armas, eles são os operários modernos e os proletários. É importante também destacar que a classe burguesa (com capital acumulado) desenvolveu-se bastante, entretanto juntamente com ela desenvolveu-se este proletariado (artigo e mercadoria de comércio).
A maquinária e o desenvolvimento do trabalho desvalorizaram o trabalhador comum. Tornando-o acessório da máquina. Ela também fez nascer o trabalho feminino e o trabalho infantil.
Quando o operário recebia seu medíocre salário caíam sobre ele outras tantas partes da burguesia, de maneira a sugar-lhe quase ao limite da vida: o proprietário da casa (alugada/arrendada), o dono da mercearia, etc. O proletário é, então recrutado em todas as classes da população e, sua própria existência é uma luta contra a burguesia, ela induz o proletário a lutar, porém, não mais é pelos direitos deles e sim pelos direitos dela.
Então, os proletários começaram a formar coalizões contra os burgueses, houve triunfos, porém, efêmeros, resultando não no êxito, mas apenas na união dos proletários (o que já era uma boa conquista), especialmente graças aos meios de comunicação. Esta união às vezes era abalada pela concorrência entre os próprios proletários.
De todas as classes que se opuseram à burguesia, a verdadeiramente revolucionária é a classe dos operários (proletários). E tudo fez o proletário acreditar que as regras em geral eram meras construções burguesas.
Entretanto é importante saber que o proletário é um movimento independente e sua luta é de caráter nacional, não pelo conteúdo, mas pela forma.
Agindo ocultamente, a classe proletária explodiu numa revolução aberta e violenta “derrubando” a burguesia.


II

PROLETÁRIOS E COMUNISTAS


Os comunistas fazem prevalecer os interesses comuns dos proletários e representam sempre os interesses do movimento em seu conjunto. O Comunismo é a parte do Proletário que o impulsiona. Seu objetivo é: ter o proletário como classe, desestruturar a burguesia e conquistar o poder político.
Abolição da propriedade privada”. O Comunismo resume-se nesta frase.
O capital é uma potência não pessoal, mas social. A burguesia acha que é necessário apenas que o proletário tenha como viver, ou seja, a subsistência. O salário mínimo? Não para o Comunismo, ele quer abolir este caráter miserável, o caráter miserável desta remuneração, desta exploração, desta apropriação.
Com a burguesia o passado domina o presente, ele quer liberdade sim! Mas liberdade esta mercantil, de compra e venda.
Já no comunismo, o presente domina o passado e ele quer então, abolir a propriedade privada, assim como o indivíduo burguês.
O comunismo quer tirar a influência da classe dominante sobre a criança e sobre a mulher (olhar possessivo) que as tem como instrumento seu. Mas os burgueses logo sentem a pretensão dos comunistas para com a classe feminina, mas é preciso que se enxergue que os comunistas não pretendem introduzi-las na comunidade, pois elas sempre existiram nela, só não se usam desse direito, desse pertencer.
Os comunistas querem abolir a Pátria? Neste caso basta apenas dizer que é a classe dominante quem dita as idéias e os ideais para que sejam forçosamente absorvidos pela população.
O comunismo acaba com as verdades eternas e os antagonismos devem então desaparecer. Deste modo o comunismo rompe com as idéias tradicionais de maneira necessariamente radical.


 III

LITERATURA SOCIALISTA E COMUNISTA

SOCIALISMO REACIONÁRIO


O Socialismo Feudal 
A Aristocracia usou a Literatura para conquistar a sociedade. Surgiu com isso, o Socialismo Feudal, produzindo sempre um efeito cômico. Então, a Aristocracia se fez parecer com o Proletário, mas na verdade era apenas uma tentativa de resgate do Feudalismo. Erraram apenas por que esqueceram que as condições não eram as mesmas. Bateram de frente com a Burguesia, esquecendo-se que ela era uma produção sua.
O Socialismo Pequeno-Burguês
A Burguesia arruinou a Aristocracia feudal, mas também os moradores dos burgos medievais que foram precursores da burguesia moderna. O Socialismo Pequeno-Burguês corresponde, então, a classe camponesa que representa bem mais da metade da população de países como a França, por exemplo. Esse Socialismo fez várias críticas às modernas relações de produção. Ele queria ou o renascimento dos antigos meios de troca e produção ou o aprisionamento das novas relações, nas antigas relações. Sendo assim, pode ser chamado de reacionário ou utópico.

Destruiu-se numa covarde depressão em 1888.


O Socialismo Alemão ou “Verdadeiro Socialismo” 
França, época em que a Burguesia começara sua luta contra o Absolutismo Feudal.
Através de escritos os literatos alemães tentaram harmonizar as novas ideias francesas à velha consciência filosófica. Os monges encobriam os Manuscritos da época, então esses literatos alemães escreveram absurdos filosóficos por detrás dos originais franceses, batizando, dentre outros nomes, de ‘verdadeiro socialismo’, acabando com a literatura socialista-comunista.
Após a luta da Burguesia Alemã e da Prussiana contra os feudais e a Monarquia Absoluta o ‘verdadeiro socialismo’ teve a ocasião de mostrar suas verdadeiras reivindicações.
Este serviu também para espantar a Burguesia ameaçadora que se erguia. Representou uma arma dos governantes contra a Burguesia Alemã. Serviu também para dizimar a dominação industrial e política burguesa e da pequena burguesia, ou seja, a representação de acumulação de capital e que influenciou diretamente para a eclosão do Proletariado. Tudo isso favoreceu a si mesmo. Proclamou sua imparcial superioridade diante de todas as lutas de classes.


O socialismo conservador ou burguês 
Queriam uma sociedade sem lutas de classes, sem elementos que a revolucionassem ou a dissolvessem. Era então Burguesia sem Proletariado. Tudo isto realizado em sistemas mais ou menos complexos, quer dizer, algo que favorecia apenas os capitalistas burgueses (definitivamente “feitiço a favor do feiticeiro”). Uma forma menos sistemática, porém prática. Queria que a classe operária perdesse o gosto pelo movimento revolucionário. Utópico, não?


O socialismo e o comunismo crítico-utópicos 
Queriam a melhor situação de todos os membros da sociedade. Veem, portanto, o Proletariado como a classe que mais sofre e a Burguesia como o melhor plano possível de se viver em sociedade.
Não queriam revoluções, mas concordavam que para se alcançar metas era preciso, então, meios pacíficos. Sua importância está na razão inversa do desenvolvimento histórico. Seus discípulos procuraram conciliar os antagonismos da época.


Posição dos comunistas diante dos diversos partidos de oposição 
Sua meta era alcançar os objetivos da classe operária. Na França aliaram-se ao Partido Democrático-Socialista contra a Burguesia Conservadora e Radical. Na Suíça, apoiaram os Radicais, mesmo reconhecendo seus elementos contraditórios. Na Polônia, apoiaram o Partido que desencadeou a Insurreição de Cracóvia, em 1846. Já na Alemanha lutaram com a Burguesia contra a Monarquia.
Trabalham pela união e pelo entendimento entre partidos democráticos e seus respectivos países, assim como na relação com outras nações.
Suas opiniões são abertas.
Fica para nós a certeza de que o texto é rico o suficiente para nos mostrar as bases e os caminhos mais corretos para a compreensão real da atividade comunista, diante das diversas faces que o capitalismo - carregado por seus burgueses gananciosos e audaciosos - usa para continuar explorando, deste modo, podemos ter uma breve compreensão das bases primeiras desta longa relação de classes inversas, especialmente Burgueses e Proletários, que, segundo o texto são as classes mais antagônicas, visíveis e distintas da sociedade, aquelas, cuja luta revolucionária, cuja manifestação “cega”, cuja tomada de poder são sempre justificadas e explicadas, são, portanto, motivadas e motivos, pelos quais os seres humanos alimentam, ainda, a tocha viva da capacidade de ultrapassar obstáculos, o fogo indissolúvel da justiça e a vontade intrínseca de lutar até vencer, mesmo que isso represente, muitas vezes, cair no abismo mais profundo e escuro e arrastar, certamente, uma nação inteira.
Todavia, o mais importante é que a humanidade jamais perca a vontade e a chama da possibilidade, somente as possibilidades poderão estimular, encaminhar e garantirem forças para que os seres humanos busquem suas devidas melhorias, nem mesmo a esperança é viável, seu teor de sinonímia quanto ao efeito prático já não mais surte efeito.
Imagem disponível em: www.amormariano.com.br
Certamente, a mensagem mais importante do texto é aquela que se refere a terrível desigualdade social, gerada pela má distribuição de renda e pela aquisição de propriedade pela minoria e que, somente a luta organizada por parte da classe menos favorecida, será capaz de tomar o poder, de endireitar o poder político e cravar na simbologia da pátria uma nova realidade e que esta não seja contaminada pelas ideologias profanadas pelos burgueses e apreendidas por nós como se fossem leis naturais ou forjadas pelo homem.
Talvez a mensagem mais importante do Manifesto seja aquela, cuja convocação é insinuante para a união de todos os proletários: “Trabalhadores de todos os países, uni-vos!”.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

KARL, Marx; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Martin Claret, 2001 (Coleção Obra-Prima de Cada Autor).
JaloNunes.

sábado, 25 de outubro de 2014

Atalaia - cidade de Alagoas, Brasil

“Segundo os historiadores, o município de Atalaia recebeu essa denominação por ter sido o local onde as forças que lutavam contra os Palmares ficavam de ‘atalaia’. Outros acreditam que foi uma homenagem feita pelo Rei de Portugal ao Visconde de Atalaia, quando os habitantes do povoado pediram ao Rei a criação da vila. O início do povoado vem do século XVII, época dos Quilombos, que chegou até a ser chamado Arraial dos Palmares. Coube a Domingos Jorge Velho abrir caminhos para as tropas através das matas. Quando a luta acabou, foram distribuídas sesmarias aos vencedores. A parte que coube a Jorge Velho se transformou no povoado de Atalaia, onde foi erguida a igreja de Nossa Senhora das Brotas”.
“Por muitos anos, o povoado teve grande prosperidade, mas as lutas políticas fizeram com que os habitantes partissem, enfraquecendo o comércio e trazendo a decadência ao município, que não conseguiu mais recuperar seu prestígio do ponto de vista econômico”.
“O Museu do Banguê, onde são colecionadas antigas e interessantes peças de engenhos é uma das marcas da vida cultural na cidade, que foi o quarto núcleo de povoamento de Alagoas e cidade-mãe dos municípios de União dos Palmares, Capela, Cajueiro, Viçosa, Pindoba, Chã Preta e Murici.
Terra tradicional do pitu (camarão de água doce), Atalaia tem nas festividades sua marca pessoal. Os destaques ficam com a festa da padroeira de Nossa Senhora das Brotas (2 de fevereiro), as cavalhadas e vaquejadas nos parques Graziela Thianny e Vicente Basílio, além dos tradicionais bailes do Centro Social Atalaiense[1]”.

As fotos abaixo se referem à uma parte da Zona Rural de Atalaia, mais especificamente algumas belas paisagens naturais de um assentamento do Movimento Sem Terras - MST (e acho que tem tudo a ver essa questão, afinal a origem do Município está ligada a existência de grupos minoritários.