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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Zoológico Municipal Bosque Guarani - Foz do Iguaçu/PR


Continuamos com as nossas Postagens sobre Foz do Iguaçu, no Paraná, quando iniciamos pelo Museu de Cera. Hoje trazemos fotos do Zoológico Municipal Bosque Guarani, situado no centro de Foz do Iguaçu/Paraná. O mesmo é “um bosque nativo de 4,5 hectares e foi inaugurado 1996. É um importante espaço de lazer, educação ambiental e turismo. São 21 recintos com aproximadamente 400 animais de espécies silvestres entre aves, répteis e mamíferos, além de 4 lagos, visitados por trilhas pavimentadas. Alguns dos animais que podem ser vistos são: macacos, araras, papagaios, emas, garças, cisnes, gralhas, entre outros.
Existe ainda no local um playground e um mini anfiteatro para atividades de educação ambiental, que inclui a participação das escolas da região. As visitas para as escolas são acompanhadas por monitores e devem ser agendadas com antecedência".
Endereço: Rua Tarobá, 875 - Jardim Festugato.
Horário de funcionamento: Segunda, das 12h às 17h / Terça a domingo, das 9h às 17h[i].

Além das espécies mencionadas e pertencentes ao Zoológico, pode-se ver, ainda, uma série de outros animais, tais como aves e lagartos, por tratar-se de um local quase preservado em sua plenitude, no qual foram introduzidas trilhas, gaiolas, cercados, bancos entre outras coisas.
 
 
 
 
 
 
 
Furão.
Jiboia.
Sequencia de gaiolas que abrigam os diversos animais.
 
Olhem as "modestas" unhas deste "rapaz", o Irara.
Lagarto vivendo solto no Zoológico.
Na gaiola dos Papagaios.
 
Macaco-prego.
 
 
Ema.
Pavão.
Tartaruga.
 
Cisnes negros.
 
 
 

[i] Disponível em: http://www.pmfi.pr.gov.br/turismo/?idMenu=1209 Acesso em jan. de 2015.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Histórias em Quadrinhos - HQs

Reafirmando, esta Postagem e as 2 anteriores (Produção de um Módulo e Produção de um Cordel) se referem a um requisito de uma disciplina/Curso de "Mídias na Educação".
Segue abaixo a terceira parte desta empreitada, qual seja, as Histórias em Quadrinhos - HQs que foram produzidas também a partir do tema central dessas três produções "Primeiros Filósofos Gregos - dos Pré-socráticos a Aristóteles"!
 
JaloNunes.

Produção de um Módulo: Primeiros Filósofos Gregos - dos Pré-Socráticos a Aristóteles


Realizamos a produção abaixo em atenção à disciplina "Material Impresso na Educação", do curso Mídias na Educação, da UFAL Campus Arapiraca.
 
SUMÁRIO

CARTA DE APRESENTAÇÃO
Carta do professor ao aluno
PLANO DE DISCIPLINA
Ementa
Objetivo Geral
Objetivos Específicos
APRESENTAÇÃO DA UNIDADE 1
Orientações antes do inicio das aulas
Durante a disciplina
CONTEÚDO OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS: DE TALES DE MILETO A ARISTÓTELES - BREVE APRESENTAÇÃO
MITO
FILOSOFIA
ATIVIDADE 1 DA UNIDADE 1
APRESENTAÇÃO DA UNIDADE 2
OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS
ATIVIDADE 2 DA UNIDADE 2
APRESENTAÇÃO DA UNIDADE 3
OS SOFISTAS
SÓCRATES
PLATÃO
ARISTÓTELES
ATIVIDADE 3 DA UNIDADE 3
REFERÊNCIAS
INDICAÇÕES CINEMATOGRÁFICAS


CARTA DE APRESENTAÇÃO

Carta do professor ao aluno

Caro(a) aluno(a), solicitamos a sua atenção no que se refere a este módulo, referente a disciplina de Filosofia, primeiros anos do Ensino Médio. A leitura no livro didático, os textos de apoio, as pinturas e os vídeos (filmes e documentários) se constituem numa ampla possibilidade de leitura, perpassando a escrita até as imagens, sons e movimentos, por isso, deixe-se envolver por esse universo de informações, de forma rica e atrativa.
O referido módulo abordará sobre um tema de suma importância, qual seja, as origens do nosso conhecimento e as primeiras manifestações e estratégias, usadas pela humanidade para explicar determinados fenômenos, bem como a possibilidade de nomeá-los. Os primeiros filósofos gregos, desde Tales de Mileto até Aristóteles buscaram descobrir a(s) fonte(s) que levaram a criação do mundo, portanto, “os primeiros filósofos [gregos] buscavam investigar as causas, o princípio e o fundamento para a existência do mundo” (RIBEIRO, s. d., [s. p.]).
Porém, filósofos como Sócrates, os Sofistas, Platão e Aristóteles desenvolveram conhecimentos e contribuições bastante amplas e importantes para o desenvolvimento da humanidade.
  PLANO DE DISCIPLINA
Curso: Ensino Médio – 1º Ano
Filósofos Pré-Socráticos
Título da Disciplina: Filosofia
Carga horária presencial: [6h];
Carga Horária online [6h]

Ementa

Tal disciplina contempla um conjunto de conteúdos que levará o aluno a compreender sobre as origens do conhecimento: do pensamento mítico a filosofia, dedicando especial atenção aos filósofos pré-socráticos, Sócrates, os Sofistas, Platão e Aristóteles, que se dedicaram na busca dos possíveis elementos responsáveis pela origem de tudo (o princípio de todas as coisas) fosse a natureza, fosse a humanidade. O livro didático de Filosofia, do 1º ano/médio e as diversas mídias (auxiliadas pelo computador em contato com a internet), poderão levar o aluno a entender melhor sobre o conhecimento filosófico e a contribuição dos principais filósofos gregos para a História da Filosofia.

Objetivo Geral

  • Compreender sobre os principais filósofos gregos, dos Pré-Socráticos a Aristóteles e a origem do conhecimento filosófico.

Objetivos Específicos

  • Entender como os pré-socráticos percebiam sobre o “fenômeno” que deu origem a todas as coisas;
  • Observar como os elementos naturais foram essenciais para as primeiras indagações filosóficas.
  • Verificar como Sócrates, os Sofistas, Platão e Aristóteles buscaram compreender e desenvolver questões mais amplas, para além da preocupação com a natureza.

APRESENTAÇÃO DA UNIDADE 1

Caríssimo aluno/caríssima aluna, você já dedicou algum tempo da sua para uma reflexão profunda sobre as primeiras formas de conhecimento humano? Se já fez essa reflexão, certamente um conjunto de dúvidas e suposições tomou conta de sua consciência. Cientistas, historiadores, antropólogos, filósofos, sociólogos e outros profissionais, trabalham incansavelmente na busca por artefatos, vestígios, reconstituições, entre outras técnicas, no intuito de desvendar (com a maior semelhança possível) onde, quando e como viveram os nossos antepassados e como desenvolveram a consciência da razão, a consciência crítica.  Este módulo é fascinante porque o material utilizado por ele é fruto estudos históricos, produzidos há milhares de anos e que atravessaram a história, para se juntar ao que produzimos com certa autenticidade, na contemporaneidade.

Orientações antes do inicio das aulas

Para o aproveitamento nesta disciplina o(a) aluno(a) deve participar das aulas expositivas de forma ativa: perguntando, acrescentando; deve acompanhar a exibição de vídeos, filmes e /ou documentários e posteriormente realizar relatório; deve realizar com atenção as atividades e os trabalhos propostos.

Durante a disciplina

Durante esta disciplina trabalharemos com textos (livro didático e outros), mapas, vídeos, imagens/pinturas e atividades.

 

CONTEÚDO OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS: DE TALES DE MILETO A ARISTÓTELES - BREVE APRESENTAÇÃO


Você já parou para pensar sobre a quantidade de conhecimentos que a humanidade dispõe na atualidade? Já se perguntou sobre o início de tudo isso? Quais são os registros que a ciência tem em relação às primeiras formas de conhecimento?
Antes de tudo, precisamos lembrar que a ciência é apenas uma forma de pensar e conhecer as coisas; há outras correntes de pensamento que refletem sobre as coisas e assim constroem conhecimentos.
Durante as aulas sequenciais iremos abordar sobre um tipo específico de conhecimento, anterior a ciência, anterior ao Cristianismo, enfim, um dos componentes e berços de tudo que conhecemos na atualidade, já que o conjunto de conhecimentos à disposição da humanidade não partiu do nada.

MITO:

Uma das primeiras formas de conhecimento, considerada pela humanidade é a chamada consciência mítica, praticada pelos povos da Antiguidade. O Mito, ou Cosmogonia (origem dos Deuses) é algo que vai além das lendas, é a verdade dos povos antigos, os quais buscavam conhecer, principalmente os fenômenos da natureza. Qualificando melhor, os Mitos, visavam à explicação de fenômenos como a origem da agricultura, a fertilidade das mulheres, as danças e os desenhos; conhecer, descrever e atribuir nomes a essas práticas significava mais que sanar a curiosidade, significava preservar e garantir a sobrevivência das tribos.

FILOSOFIA:

Estamos falando de Filosofia, uma forma de conhecimento que busca desvendar os conhecimentos mais profundos da natureza e da humanidade.  A filosofia consiste no uso da razão em busca da compreensão das coisas, o “pensar” do filósofo é excepcional porque ele vai além da mera observação e reflexão sobre as coisas, ele “pensa sobre o próprio pensar e sobre as ações desse pensar”.
A Filosofia é essencial na vida de qualquer ser humano, à medida que lhe permitirá refletir, indagar e se posicionar de maneira diferenciada, frente a uma realidade de pouca autenticidade e de repetição constante de costumes paradigmáticos e modos de ser artificiais, impostos pela sociedade do consumo e da mercantilização do homem. Logo, a Filosofia permitirá ao sujeito ultrapassar as barreiras do imediato, da superficialidade e alcançar a verdade das coisas, velada pela realidade incessante.
Muitos dos primeiros humanos que procuraram conhecer e nomear as coisas e em diversas partes do mundo partiram da imaginação, da reflexão, da crítica, do indagar e assim foram desvendando a possibilidades e encontrando as respostas. Convém-se atribuir que o lugar de origem da Filosofia é a Grécia Antiga e suas diversas ilhas. Os registros históricos dão conta de uma infinidade de pessoas/pensadores de períodos anteriores a Cristo, que viveram na Grécia Antiga.
As primeiras aventuras intelectuais surgidas na Grécia Antiga se resumiram as colônias da Jônia e da Magma Grécia e datam dos séculos VII e VI a. C. Posteriormente, os primeiros filósofos foram denominados de Pré-Socráticos, porque na História da Filosofia tem-se o filósofo Sócrates como um divisor da águas, não necessariamente porque Sócrates teria nascido depois dos pré-socráticos (mesmo porque alguns são contemporâneos, outros são até mesmo posteriores a Sócrates), isso se deve a abordagem filosófica inaugurada por Sócrates (ao trabalhar com a questão humana – abordagem humanista) em vez da Cosmologia (abordagem naturalista).
Logo, os primeiros filósofos gregos se ocuparam em estudar sobre o “princípio de todas as coisas”, era o início da Filosofia, que perdura até os dias atuais. Isto significa que os primeiros filósofos buscavam entender sobre o elemento constitutivo de todas as coisas (o seu arkhé [em grego]), ou seja, um componente que teria dado origem a tudo: fosse a natureza, fosse a humanidade.
A partir da próxima Unidade vamos elencar os nomes e a época aproximada em que viveu cada um dos dez pré-socráticos, bem como o elemento constitutivo de todas as coisas, na visão de cada um deles.

ATIVIDADE 1 DA UNIDADE 1

1.      Reunidos em grupos de até três alunos, discutam e respondam sobre as seguintes questões:
a)      Em sua opinião, o que levou os povos da Grécia Antiga a formularem sobre a consciência mitológica?
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b)     A partir das discussões do grupo refletiam e comentem. Quais questões levaram o pensamento mítico a ser superado, no decorrer da História?
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2.      Em relação ao tópico que aborda sobre a Filosofia, há uma passagem que destaca: “a Filosofia consiste no uso da razão em busca da compreensão das coisas, o ‘pensar’ do filósofo é excepcional porque ele vai além da mera observação e reflexão sobre as coisas, ele ‘pensa sobre o próprio pensar e sobre as ações deste pensar’”.
Expliquem, a partir da discussão do grupo, a última frase em destaque (negrito), ou seja, o filósofo “pensa sobre o próprio pensar e sobre as ações desse pensar”.
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3.      Em sua opinião por que foi a NATUREZA o primeiro objeto de estudo dos povos da Grécia Antiga?
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APRESENTAÇÃO DA UNIDADE 2


Nesta Unidade faremos uma abordagem sobre os principais Pré-Socráticos. A breve apresentação feita pelo professor será complementada pelos trabalhos dos alunos, os quais (em grupos) se aprofundarão um pouco mais sobre a existência e a contribuição que deixou para a História da Filosofia, cada um dos Pré-Sócráticos a partir do livro de didático e de pesquisas na internet.

OS FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS

W      Tales de Mileto (640-548 a. C.): filósofo, astrônomo e matemático, o primeiro filósofo do arkhé, para ele seria a água o elemento fundante de todas as coisas.
W      Pitágoras (séc. VI a. C): filósofo e matemático. Seria o número a essência de tudo, a ordenação do mundo.
W      Anaximandro (610-547 a. C.): para ele o fundamento de tudo seria uma matéria indeterminada (em grego, ápeiron), que daria origem a todos os seres materiais.
W      Anaxímenes (588-524 a. C.): o elemento que se transformaria em todas as coisas seria o ar, através da rarefação e condensação.
W      Parmênides de Eleia (544-450 a. C) e Heráclito de Éfeso (sécs. VI-V a. C.): esses filósofos desenvolveram juntos, teorias conflituosas. Para Parmênides o ser real é imóvel e imutável, sendo o movimento uma ilusão; para Heráclito tudo flui e tudo que é fixo é uma ilusão.
W      Anaxágoras (499-428 a. C.): para ele a constituição do universo surgiu a partir de um princípio inteligente (inteligência cósmica).
W      Empédocles (43-430 a. C.): para este filósofo, todos os elementos da natureza (água, ar, terra e fogo) constituíram todas as coisas.
W      Leucipo (séc. V a. C.) e Demócrito (460-370 a. C.): consideraram como elemento fundante o átomo (partículas indivisíveis).

Até o século XVIII a teoria de Empédocles (dos quatro elementos) foi uma das mais aceitas, fazendo parte, inclusive, da tradição de muitos povos antigos. Observem que, por mais que os filósofos tenham tentado se afastar da repetição, eles circulam num mesma compreensão, apenas modificando, em suas conclusões, o(s) elemento(s) em destaque.
 

ATIVIDADE 2 DA UNIDADE 2

1.      Entre o nascimento de Teles de Mileto e a morte de Demócrito se passaram mais de 250 anos (em todo esse período esses pensadores não conseguiram se desligar da mesma forma – naturalista – de pensamento). A História, quando se refere à passagem dos anos (naquela época) o faz em ordem decrescente, até chegarmos à época em que viveu Cristo, que é um “divisor de águas”, na História da Humanidade. Baseado no que vocês têm estudado, nas diversas disciplinas (inclusive na de Filosofia), bem como em relação aos conhecimentos que estão à nossa disposição (pela TV, internet etc.) vocês consideram que hoje uma mesma maneira de pensar (eliminando as exceções) consegue perdurar por tanto tempo (mais de 250 anos)? Ou não? Por quê?
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2.      Em grupos de até 3 ou 4 alunos, pesquisem e apresentem sobre a vida e a filosofia dos Pré-Socráticos. Observação: cada grupo se empenhará em apresentar sobre apenas um dos filósofos mencionados.
 

APRESENTAÇÃO DA UNIDADE 3

            Como já foi mencionado anteriormente, a partir de Sócrates se inaugura uma nova era na História da Filosofia. Os filósofos a partir da era socrática, incluindo Sócrates, começaram a se preocupar preferencialmente com as questões ligadas ao homem e a sociedade, abandonando as preocupações em descobrir o fundamento de tudo, através dos elementos da natureza. É verdade que ainda havia pensadores discutindo as questões da Cosmologia, mas se destacava as questões também ligadas a moral e a política.

OS SOFISTAS

            Na Grécia Antiga, no período dos primeiros filósofos (clássico ou pré-socrático) o centro cultural se deslocou das Colônias antes citadas para a cidade de Atenas. Destacaram-se nesta época, também os pensadores chamados de Sofistas, sendo os principais:
W      Protágoras, de Abdera (485-411 a. C.);
W      Górgias, de Leôncio (Sicília) (485-380 a. C.);
W      Híppias, de Élis (460-400);
W      Trasímaco (459-400 a. C.);
W      Pródigo de Ceos (465 ou 460);
W      Hipódamos de Mileto (498-408).
Filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles criticaram a prática dos Sofistas (os Sábios Pedagogos), talvez por suas características de serem itinerantes, sem fixação em lugar algum ou porque cobravam por suas aulas, logo, serviam apenas a classe média da época. O fato é que os Sofistas detinham um vasto conhecimento sobre diversas áreas do saber, desenvolvido naquele período.
Acredita-se que eles tenham contribuído efetivamente para a sistematização do ensino, o desenvolvimento de determinados currículos, além de temas importantes relacionados à retórica e a dialética, a gramática, a aritmética, a geometria, a música e a astronomia.
Outra característica desenvolvida pelos Sofistas e que desagradava, principalmente a Sócrates, era o ensinamento sobre a persuasão que, segundo os Sofistas servia de instrumento para o cidadão estar na cidade democrática.

            Sócrates (470-399 a. C.) desenvolveu um importante legado para a História da Filosofia, mesmo sem ter escrito uma só linha. O que chegou até a contemporaneidade e que é atribuído a Sócrates, foi escrito por seus seguidores, tais como Xenofonte e Platão.
Sócrates costumava conversar, em Praça Pública, com todos (fosse jovens ou velhos), indagando-os de forma sucessiva para que reconhecessem ser ignorantes em relação aos conhecimentos que julgavam dominar. A famosa frase “só sei que nada sei” lhe acompanhava em suas conversas e seu objetivo era justamente levar as pessoas a se darem conta de que “nada sabiam”, afinal.
Se pararmos para refletir, observaremos que Sócrates era, na verdade e à nossa linguagem popular, um velhinho chato; porque imagine alguém que desmonta com argumentações coerentes tudo que você consegue construir, fazendo o maior esforço na sua mente, uma vez que você gostaria mesmo era de estar, apenas, sentado no banco da Praça, tomando alguma coisa ou comendo uma pipoca (será que já existia pipoca? Quando foi inventada a pipoca?)!
Sua prática de interrogação e argumentação junto aos jovens e adultos levou-o ao Tribunal, sendo ele condenado a morte, acusado de corromper a juventude da época.

Qual é, porém, o “perigo” de seu método? Ele começa pela frase “destrutiva”, a ironia, termo que em grego significa “perguntar”, fingindo “ignorar”. Diante do oponente, que se fiz conhecedor de determinado assunto, Sócrates afirma inicialmente nada saber. Com hábeis perguntas, desmonta as certezas até que o outro reconheça a própria ignorância (ou desista da discussão) (ARANHA; MARTINS, 2009, p. 152, grifos das autoras).

Em suas questões, Sócrates destacava os conceitos de moral, política, justiça etc. e perguntava sobre coragem, covardia, piedade, amizade, democracia entre outras. Quando falava de coragem, por exemplo, Sócrates não gostaria de saber sobre exemplos ou apenas um conceito universal de coragem, mas sim desvendar e clarear sobre o que seria coragem, num determinado momento, praticada por um indivíduo. Em síntese, podemos destacar que Sócrates contribuiu bastante para formar um conceito de filósofo, aceito globalmente, no que diz respeito às questões de se indagar até o que é impossível pensar.
Enfim, a Filosofia de Sócrates abandonou a preocupação com as causas da natureza e se empenhou na preocupação com o homem.

A importância do pensamento do filósofo Sócrates, é muito relevante mesmo para o mundo contemporâneo, pois o seu pensamento é muito atual, apesar dos muitos anos que já se passaram desde a sua morte. Pensamentos como estes: ''Conhece-te a ti mesmo'' e '' Sei que nada sei'', atribuídos a ele, são de uma importância tamanha, que na verdade expressam, em primeiro lugar, buscarmos compreender os outros e as demais coisas, devemos começar por buscar conhecer a nós mesmos, visto que todo conhecimento ainda que buscado em outros meios, terá início em nós mesmos [...] (RIBEIRO, s. s., [s. p.], grifos do autor).


            Inaugura-se também um olhar mais dedicado à autonomia do indivíduo, desligando-o das condicionalidades severas da religiosidade, de modo a entendê-lo como um membro independente, em meio à cidade, a sociedade.

PLATÃO

Platão desenvolveu sua filosofia baseando-se no que ele chamava de Mundo das Ideias. Uma das obras mais famosas de Platão é “A República”, na qual ele descreve um espaço de democracia e cidadania perfeito; desenvolve também um dos mais conhecidos mitos da história, o “Mito da Caverna”: tratava-se de uma caverna, dentro da qual as pessoas estavam acorrentadas e não conheciam a realidade, tudo era projetado em forma de sombra, através da fogueira para interior da caverna. Quando uma pessoa conseguia fugir, ficava cego ao ver a luz do sol, ou quando voltava e contava aos acorrentados sobre o que havia visto – em perfeita realidade -, eles não acreditavam naquele que fugiu.
Os filósofos deveriam fazer essa trajetória de sair do mundo das sombras e conquistar o mundo verdadeiro, repleto de luz. Haveria ainda, o mundo sensível (dos fenômenos/matéria) e o mundo inteligível (das ideias). Através da reminiscência (da lembrança) nós teríamos em nossa mente a ideia de todas as coisas, isto é, a ideia de abelha, a ideia de cavalo, a ideia de mesa, a ideia de árvore e assim sucessivamente.
Haveria, segundo Platão,

Acima do mundo sensível, as ideias gerais, as essências imutáveis, que atingimos pela contemplação e pela depuração dos enganos dos sentidos. Como as ideias são a única verdade, o mundo dos fenômenos só existe na medida em que participa do mundo das ideias, do qual é apenas sombra ou cópia (ARANHA; MARTINS, 2009, p. 155).

Significa dizer que Platão acreditava que as pessoas, ao nascerem, já traziam consigo as ideias sobre os fenômenos (como se fossem ideias inatas) e o trabalho de sair da caverna e a alcançar a verdade, através da fuga desta caverna, levava a clarificação sobre estas ideias e o encontro do mundo real com o mundo ideal.

ARISTÓTELES

Aristóteles foi aquele filósofo que elaborou os instrumentos necessários para que a Filosofia superasse definitivamente o pensamento mitológico (em outras palavras, ele jogou a última pá de terra sobre o corpo lânguido do Mito), isso significa que Aristóteles elaborou os primeiros princípios da lógica e o entendimento do ser na totalidade (o ser em geral), ou simplesmente a Metafísica (ou Filosofia Primeira, em sua própria denominação).
Em relação o ser, para Aristóteles, a corpo seria a matéria e a alma (a forma), ou seja, o Ato, que era a perfeição do corpo. Os sentidos seriam a nossa primeira forma de conhecimento, havendo uma contraposição à teoria da reminiscência, proposta por Platão.

Aristóteles, com o seu espírito positivo e observador, retoma o mesmo problema no pé em que o pusera Platão e dá-lhe, pela teoria da abstração e da inteligência ativa, uma solução satisfatória e definitiva nos grandes lineamentos. Em torno desta questão fundamental, que entende com a metafísica, a psicologia e a lógica, se vão desenvolvendo harmoniosamente as outras partes da filosofia até constituírem em Aristóteles esta grandiosa síntese do saber universal, o mais precioso legado da civilização grega que declinava à civilização ocidental que surgia (MUNDO DOS FILÓSOFOS, s. d., [s. p.]).

Para Aristóteles a ciência é o conhecimento verdadeiro e se dá através da adequação do conceito a vida real. Sua teoria se dá a partir da definição do conceito de substância, que pode ser essência ou acidente. E ainda: matéria e forma, potência e ato.

ATIVIDADE 3 DA UNIDADE 3

1.      Os Sofistas foram criticados principalmente por Sócrates. Entre outros argumentos Sócrates renegava o fato de os Sofistas cobrarem dinheiro para ensinar. Em sua opinião, por que se constituía um defeito cobrar pelo conhecimento que detinham os Sofistas, na Grécia Antiga?
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2.      Há alguma relação dos antigos Sofistas com a profissão do Professor, na atualidade? Por quê?
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3.      Qual é a lição que Sócrates deixa no que se refere ao reconhecimento de que “nada sabe”?
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4.      O filme “Sócrates” é uma superprodução européia sobre a vida do filósofo Sócrates (470 - 399 a. C.). Se dedicando especialmente ao julgamento, condenação e morte de Sócrates, o filme reforça a influência de um dos maiores filósofos da humanidade sobre o busca pelo conhecimento.
A partir do filme, realizem em grupos de até 4 alunos, uma resenha sobre o mesmo.
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5.      O que podemos tirar de exemplo, para a nossa vida, em relação ao Mito da Caverna, proposto por Platão?
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6.      Até que ponto a teoria de Platão faz sentido, quando afirma que o mundo sensível é apenas cópia ou sombra do mundo inteligível (das ideias)?
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7.      Em que sentido a teoria platônica das Ideias é criticada pela metafísica de Aristóteles?
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8.      Que argumentos Aristóteles usou para criticar a teoria da Reminiscência proposta por Platão?
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  1. Em livros, ou na internet, pesquise e apresente sobre os conceitos de:
a)      Metafísica;
b)     Forma;
c)      Substância;
d)     Ato;
e)      Potência.
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10.  Por fim, organizados em 6 (seis) grupos específicos, apresentem sobre a VIDA, a OBRA, bem como algumas IMAGENS sobre os seguintes temas:
a)      Mito e Filosofia;
b)      Pré-Socráticos;
c)      Sofistas;
d)      Sócrates;
e)      Platão;
f)       Aristóteles.

REFERÊNCIAS

 ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofando: introdução à Filosofia. 4ª. ed. São Paulo: Moderna, 2009.

MUNDO DOS FILÓSOFOS. Disponível em: http://www.mundodosfilosofos.com.br/aristoteles.htm Acesso em jan. de 2015.

RIBEIRO, Josimar. O que buscavam os primeiros filósofos gregos. Disponível em: http://josimarribeirosilva.blogspot.com.br/2012/11/o-que-os-primeiros-filosofos-buscavam_2017.html Acesso em fev. de 2015.
  
W      Sócrates (Itália, França, Espanha, 1971). Dir. Roberto Rossellini.
W      Os Trezentos de Esparta (EUA, 1962). Dir. Rudolph Maté.
W      A Marvada Carne (Brasil, 1984). Dir. André Klotzel.
W      O Nome da Rosa (Alemanha/França, 1986). Dir. Jean Jacques Annaud. 
Jalon Nunes de Farias.

Nas fotos temos as supostas esculturas de: ; Hipódamos, de Mileto, Híppias, de Élis e Protágoras, de Abdera. Fotos respectivamente disponíveis em: 


As imagens foram retiradas respectivamente, de: